Por Luzia Lobato
Psicóloga · CRP 06/119285
Publicado em 01/12/2021 · Atualizado em 15/07/2026
Renato Russo já cantava em “Quase sem Querer” as palavras “tenho andado distraído, impaciente e indeciso. E ainda estou confuso…”.
Isso significa que todos nós passamos por fases em que alguns sentimentos ruins parecem nos dominar e os momentos de bastante confusão em nossas vidas se tornam frequentes.
Isso é absolutamente normal e natural: você pode ficar confuso diante de uma decisão importante a ser tomada ou de um problema grave que ocorreu, por exemplo, e tem que resolver essas questões da melhor maneira, lidando com a correria do dia a dia.
No entanto, quando a pessoa se sente confusa na maior parte do tempo e isso começa a afetar o comportamento é aconselhável procurar a ajuda de um psicólogo.

Assim, diminui-se o risco de ter que enfrentar um quadro de confusão mental mais sério.
Para quem anda confuso
De acordo com psicólogos, é bastante comum em alguns momentos de nossas vidas nos sentirmos confusos, não sabendo se tomamos essa ou aquela decisão, as coisas parecem um pouco perdidas e às vezes achamos que não vamos conseguir sair daquele momento.
Não se preocupe se em algumas situações você não sabe como lidar.
Peça ajuda de um amigo próximo e que você confie, ajuda de um familiar, ou mesmo no ambiente de trabalho, converse com seu superior caso você esteja passando por alguma situação e que sente que aquilo pode interferir de alguma forma no seu trabalho, ou mesmo para pedir uma dica, por que não?
Não é uma regra e nem uma obrigação termos que saber exatamente o que fazer em todos os momentos de nossas vidas.
Podemos falhar, ou mesmo podemos levar um tempo para pensar. Se sentir pressionado ou obrigado nem sempre é um bom auxílio para uma tomada de decisão.
O que eu devo fazer?
O melhor é ficar atento ao que você entende por “estar confuso”. Seria a dificuldade de concatenar suas ideias ou de seguir alguma direção?
É a dificuldade de tomar uma decisão importante? Ou você tem estado confuso a maior parte do tempo e com coisas simples que não seriam motivo para tal confusão?
Se você concluir que se trata de uma confusão normal, corriqueira, talvez a conversa com um ente querido, um amigo, possa lhe ajudar a clarear as ideias e sair deste momento.
Porém, se você se sente incapaz de pensar de forma ágil e com clareza todo o tempo, talvez seja um sintoma de confusão mental.
Observe se o fato de você se sentir desorientado, com dificuldade de tomar decisões e lembrar coisas simples tem sido uma constante.
A confusão mental pode estar relacionada a vários tipos de problemas ligados à saúde ou ao comportamento de risco, tais como:
- Tumor no cérebro;
- Concussão;
- Febre;
- Trauma ou lesão cefálica;
- Doenças neurológicas;
- Falta de sono;
- Diabetes;
- Distúrbios pulmonares;
- Deficiência de vitaminas;
- Uso de medicamentos;
- Ingestão de álcool.
Quando uma pessoa fica confusa por muito tempo, pode ser um sinal de demência, o que pode levar à perda da função cerebral.
Existem alguns sintomas que podem indicar a confusão mental. Se eles surgirem o ideal é procurar por tratamento médico o quanto antes:
- Parar para pensar enquanto fala e gaguejar com frequência;
- Perder a consciência de tempo e espaço;
- Esquecer porque está executando determinada tarefa;
- Alteração de emoções e agitação repentinas.
Pode acontecer, inclusive, de a pessoa precisar de ajuda para realizar tarefas corriqueiras, que não tenha condições de fazer sozinha.
Quando procurar um psicólogo
Quando a confusão se torna recorrente e os sintomas citados acima aparecem com certa frequência, o melhor a fazer – o mais rápido possível – é procurar a ajuda de um psicólogo para evitar que o problema se torne ainda maior, podendo chegar à demência.
A terapia ainda é vista, em algumas situações, como algo que só pode ser buscado em último caso. Mas não funciona assim e, quando buscada desde o início do “problema”, os resultados serão muito mais rápidos.
O ponto importante é: não deixe que um pequeno incômodo (um pequeno problema) se torne algo grande e de difícil solução.
Como falamos anteriormente, você não precisa tomar decisões imediatas (na maioria dos casos!), mas você também não pode procrastinar tanto ao ponto de ter inúmeras coisas para resolver em sua vida.
É importante prezar o seu bem-estar. Ter pendências, coisas para resolver e muitas decisões a serem tomadas, podem gerar desconfortos também físicos, como noites em claro, má alimentação e estresse.
Portanto, ter calma e sensibilidade para avaliar o que fazer e quais decisões tomar, etc.; são meios que prejudicam o mínimo possível o bem-estar e o dia-a-dia do paciente, uma vez que a ansiedade é muito comum nestes casos.
Fazer um controle em uma planilha no computador, ou mesmo anotar quais são suas pendências no celular, ou numa agenda de papel, são formas de se organizar mentalmente e conseguir colocar quais são suas prioridades.
Estar confuso também pode estar relacionado a uma má organização: na papelada do trabalho, nas coisas de casa.
Assim, uma dica que damos é: quando se sentir um pouco confuso, sem saber como agir em alguma situação, reserve um espaço no seu dia para organizar as ideias e (anotar é bem importante) quais são suas prioridades, o que é preciso fazer mais rápido, o que pode esperar um pouco.

Conclusão
Buscar estratégias para solucionar nossos problemas e melhorar nossa rotina são importantes e sempre bem-vindas.
Mas quando isso parecer um pouco mais difícil, buscar a ajuda de um psicólogo pode ser fundamental.
Quando for à consulta, é aconselhável que leve junto alguém do convívio ou anotações do que está ocorrendo para que possa ser relatado ao psicólogo sem correr o risco de esquecer alguma informação importante.
Através da terapia, o psicólogo poderá identificar o que vem causando a confusão, se está relacionada a alguma situação que o paciente está vivendo, como, por exemplo, algum tipo de trauma e pode ser temporária ou se se trata de algo mais grave e que necessitará talvez do encaminhamento a alguma outra especialidade médica.
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Autor: Psicóloga Luzia Fatima de Andrade Lobato - CRP 06/119285 Formação: Especialista em Terapia Cognitivo Comportamental e pós-graduada em Saúde Mental. Possui vasta experiência em atendimentos para adultos e casais, com foco em demandas como ansiedade, estresse no trabalho, conflitos familiares, depressão, questões emocionais como autoestima e autoconfiança…
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Obrigado! Estou um pouco confuso do que fazer como eu já tenho 16 anos e estou me preparando para o meu primeiro vestibular eu estou muito inseguro do que fazer e como organizar às minhas ideias mas este artigo me ajudou muito nota 10
Obrigada pelo seu feedback!