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Como praticar o desapego e recuperar a liberdade

Como praticar o desapego e recuperar a liberdade

Você é uma pessoa desapegada ou as pessoas, as situações e os objetos às vezes lhe mantém refém? A palavra desapego quase sempre é interpretada como algo negativo.

Confundido com frieza, indiferença ou até atribuído a um distúrbio da mente, o desapego não costuma ser um objetivo viável para a maioria.

Mas o que realmente significa ser uma pessoa desapegada? É melhor ou pior que ser uma pessoa apegada emocionalmente? Neste post, vamos debater sobre os pontos positivos e negativos do desapego.

O que é desapego?

Desapego é um estado de desprendimento de um ou mais elementos. É o oposto do apego, estado em que uma pessoa é demasiadamente apegada a coisas, ideias, pessoas ou acontecimentos. 

A pessoa desapegada não deposita todas as suas expectativas em algo ou alguém. Ela se envolve emocionalmente, mas não permite que seus sentimentos ultrapassem os limites do que é saudável para a mente e para o corpo.

A pessoa desapegada tem conhecimento que a perda de alguém, de uma posse ou de uma oportunidade não afeta quem ela é. Dessa forma, não se incomoda com o distanciamento natural de amigos e familiares, ocasionado pela rotina corrida, e tende a ser mais flexível quando se relaciona.

O desapego não está diretamente ligado à desconexão das emoções. Ser desapegado não é o mesmo que ser indiferente ou apático.

A pessoa desapegada tem capacidade de amar e demonstrar afeição. No entanto, ela sabe quem ou o que merece a sua atenção e afeto. Em outras palavras, não desperdiça sua energia com ocasiões ou indivíduos dispensáveis. Esse atributo das pessoas desapegadas reduz a ansiedade e o estresse no dia a dia.

Desapego significa, então, saber atribuir à importância adequada às circunstâncias, deixar o passado para trás e valorizar as pessoas que, de fato, agregam à sua vida.

Tipos de desapego

Existem várias formas de desapego, as quais podem ser mais ou menos presentes conforme o nível de inteligência emocional de cada um. A capacidade de desapegar-se de um relacionamento ou de uma situação marcante também é influenciada pela autoestima.

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A pessoa com autoestima baixa busca alguém ou algo capaz de fazê-la sentir-se bem consigo mesma. Essa forma de pensar explica porque alguns indivíduos não conseguem escapar facilmente de relacionamentos abusivos.

Mesmo que o parceiro seja opressivo, ele faz a pessoa apegada emocionalmente se sentir segura, acolhida ou satisfeita de alguma forma. Uma característica do apego demasiado é justamente a inabilidade de ver a realidade como ela é.

Por outro lado, a pessoa com autoestima elevada não fica abalada com perdas, fracassos ou distanciamentos. Logo, consegue se desvencilhar de relacionamentos tóxicos, ambientes profissionais estressantes e familiares opressores.

Em seguida, veja os tipos de desapego possíveis:

  • Desapego emocional: consiste no desapego a emoções que podem tornar as pessoas prisioneiras de situações ou relacionamentos ruins. Quem é desapegado não costuma nutrir emoções ou sentimentos negativos. Ele também não se apega excessivamente aos positivos. Aproveita-os por um período saudável e permite que partam.
  • Desapego material: caracteriza-se pelo desapego às posses, criando um afastamento da soberba. Isso não quer dizer que a pessoa desapegada sinta necessidade de vender seus objetos materiais e abandonar a sua moradia para viver na floresta. Mas, sim, que ela não associa o valor de coisas ao seu.
  • Desapego circunstancial: implica no desapego aos acontecimentos, tanto bons quanto ruins. A pessoa desapegada deixa que o presente se torne passado. Ela não vive obcecada com as vivências de sua juventude ou de uma experiência em particular. Prefere se concentrar em formar novas memórias tão significativas quanto.

Como o desapego beneficia a saúde mental?

Desapegar é preciso.

Nos relacionamentos conjugais, o apego demasiado causa dependência emocional, carência afetiva e ciúme excessivo, além de dificultar o processo de seguir adiante após o término. Ironicamente, o medo de ser abandonado da pessoa apegada acaba desgastando o relacionamento pouco a pouco.

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Nas demais circunstâncias, o apego ao negativo, aos imprevistos e aos conflitos destrói a autoestima e a autoconfiança da pessoa apegada. Ela dá importância somente ao que lhe causa estresse e angústia, conferindo a culpa por ocorridos comuns às suas falhas de caráter.

É preciso aceitar que mudanças, repentinas ou não, são partes constantes da vida. Acontecimentos e relacionamentos, sejam esses bem-sucedidos ou não, não condenam ninguém a uma única posição ou a um único rótulo para todo o sempre.

O desapego saudável é necessário para continuar a viver após um evento ruim, adaptar-se à multiplicidade de circunstâncias de vida e combater a dependência nos relacionamentos.

O apego excessivo na maioria das vezes está conectado ao medo. Medo de ficar solteiro e, consequentemente, sozinho para todo o sempre. Medo de sentir emoções fortes. Medo de mudanças. Medo de perder algo ou alguém que significa tudo para você.

Todavia, é somente aceitando que você não possui controle total sobre a sua vida e os acontecimentos os quais está sujeito a encontrar que o medo vai desaparecendo. Você só pode controlar suas reações às eles e às pessoas.

O desapego desse sentimento incapacitante melhora a autoconfiança e, com o tempo, proporciona uma perspectiva de vida mais otimista.

Como desapegar?

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O desapego vem mais fácil para uns que outros. Então, quem é muito apegado não deve se sentir mal por não obter sucesso nas primeiras tentativas de desapegar.

A perda do fator no qual você concentrou todas as suas esperanças, sonhos, desejos, inseguranças e emoções pode ser dolorosa. Mas este é um processo fundamental para recobrar o foco em si mesmo. As dicas abaixo foram pensadas para ajudá-lo a passar por ele. 

Mas você também pode buscar o apoio e a orientação de um psicólogo. Como o apego tende a estar arraigado no medo e na insegurança, recaídas e resistência à mudança são comuns. O acompanhamento psicológico pode ajudá-lo a enfrentar esses elementos com maior tranquilidade. 

1.     Trabalhar a autoestima

Você acredita que não é bom o bastante para si mesmo? Comece a pensar diferente.

Pessoas desapegadas conhecem o seu valor e sabem que ninguém, além delas próprias, pode danificá-lo. É por isso que o que acontece ao redor delas não chega a abalá-las emocionalmente.

Se você se importa demais com críticas e comentários maldosos, e acredita que tudo de ruim acontece por sua causa, modifique essa mentalidade. Compreenda que opiniões alheias só podem atingi-lo se você acreditar nelas.

Ademais, confie que você tem a competência necessária para sair de circunstâncias complicadas e sabe reagir conforme o requisitado por cada ocasião. A construção da autoestima começa com a autoconfiança.

2.     Enfrentar o medo

Psicólogos explicam que indivíduos apegados transferem suas necessidades interiores para algo ou alguém o qual acreditam ser capaz de sanar o seu mal-estar emocional.

Como não conseguem se bastar, buscam um ou mais elementos exteriores para encontrar a satisfação. Assim, o desapego se torna algo assustador, que irá roubar um de seus pilares emocionais mais importantes. O medo de ficar à deriva, sem aquele elemento para mantê-lo seguro, leva à dependência emocional.

Para praticar o desapego é preciso compreender que todas as suas necessidades podem ser saciadas dentro de você, não fora. Quando você concede ao outro ou a algo o dever de relembrá-lo de seu valor, nunca ficará totalmente satisfeito.

3.     Não assumir a responsabilidade pela vida dos outros

Não é o seu dever colocar a vida dos outros em ordem, ainda que sejam entes queridos. Da mesma forma, ninguém deve ser responsabilizado pela sua felicidade e saúde mental.

Sempre que sentir a necessidade de consertar a vida de alguém, pare e pense se a outra pessoa está disposta a receber a sua ajuda. Você sempre pode oferecer um ombro amigo a alguém querido em um momento de necessidade, mas não pode forçar quem não está preparado para mudar a ser diferente.

4.     Aceitar a realidade

Permita que a vida siga o seu curso natural.

Às vezes, não há nada que podemos fazer a não ser manter a calma e esperar pelo melhor. A resistência à realidade aumenta o sofrimento e a sensação de impotência, afinal, algumas situações são impossíveis de controlar.

Para praticar o desapego das circunstâncias, não atribuía fortes emoções aos eventos naturais da vida. Aproveite para comemorar e vivenciar apenas o momento presente. Caso contrário, quando tudo acabar, você pode ficar preso ao passado e não conseguir aproveitar novas experiências.

A existência humana é feita de ciclos. Embora alguns sejam mais agradáveis que outros, todos eventualmente devem chegar ao fim para que outros (melhores) se iniciem.

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*Os textos do site são informativos e não substituem atendimentos realizados por profissionais.

Sobre Thaiana Filla Brotto

Thaiana é psicóloga e CEO do consultório Psicólogos Berrini. Psicóloga formada em 2008 pela PUC-PR, com pós-graduação pela USP em Terapia Comportamental e pós-graduanda em Terapia Cognitiva Comportamental pelo ITC. Thaiana Brotto é registrada no Conselho Regional de Psicologia sob o número 06/106524

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