Culpa

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O que você considera sentir-se culpado?

Ao longo de nossas vidas passamos por diversas situações, nas quais, às vezes, sentimos que poderíamos ter agido de outra forma, falado de uma maneira mais gentil, compreendido melhor o lado do outro, ou não ter pensado daquela forma que te fez agir daquela maneira. Quando temos esses pensamentos, o que sentimos? Certamente muitos responderão “culpa”.

Culpa por achar que causou algum transtorno, ou que poderia ter evitado uma situação desagradável; culpa por acreditar que foi o pivô de um acontecimento, ou por ter feito outra pessoa chorar. Será que você é realmente culpado?

Quando estamos dentro de uma situação, não é tarefa das mais fáceis compreender todo o contexto do que estamos vivendo. O que quero dizer com isso é que não é tão simples (e você também não precisa sentir-se obrigado a isso), entender todos os lados de todos que estão envolvidos dentro dessa situação, ou que você precisa atribuir toda “culpa” a você e que somente você poderia ter dado outro desfecho para essa determinada situação.

Então, fique tranquilo. Sentir culpa não o ajudará a resolver suas questões, e também não considere que somente você foi errado por ter agido de uma forma que poderia ter sido enquadrada numa outra forma de agir.

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Não fique pensando que você é o culpado por todos os problemas que existem em sua vida, e também não atribua alguma culpa ao outro – às vezes ele sequer sabe o quanto possa ter lhe ferido.

O que fazer se carrega o sentimento de culpa?

A melhor maneira de resolver questões como esta é respirar fundo, tentar enxergar a situação “por fora”, entender os pontos que foram falhos, quais questões podem ser melhoradas e o que ainda pode ser consertado daqui pra frente. Não existem situações que não podem ser revertidas ou pensamentos que não podem ter outros caminhos para enxergar.

Se você sente dificuldade em compreender tudo o que estou dizendo ou talvez de compreender a si mesmo diante de situações que possam lhe parecer comuns com tudo o que citei, também não precisa se preocupar. Converse com pessoas próximas a você, exponha o que lhe incomoda, e pergunte a opinião do outro.

Esteja aberto(a) a ouvir o que as pessoas têm a lhe dizer, não se preocupe com críticas, pois você saberá o que pode ou não ser absorvido para seu crescimento e aprendizado. Seja assertivo com o outro e consigo mesmo (conheça mais sobre assertividade).

Lembrando que a ajuda de um profissional poderá ser muito eficaz para ajudá-lo a entender e resolver todas estas questões. Um psicólogo saberá mostrar caminhos alternativos para seguir. O primeiro passo é: descontrua a crença de que você tem a obrigação de resolver tudo imediatamente. A partir daí, novos caminhos surgirão para você.

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Autora: Thaiana F. Brotto (Psicóloga CRP 06/106524)

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