Envolvimento afetivo no ambiente de trabalho

Envolvimento afetivo no trabalho

Em empresas de grande porte, onde geralmente o número de funcionários é grande, envolvimentos afetivos são bastante comuns. No entanto, toda empresa tem sua política e sua cultura e o funcionário precisa respeitar isso.

O fato é que cada vez mais as pessoas têm passado muito tempo no trabalho, o que também acaba torando-se um fator primordial para esse tipo de envolvimento.

A interferência que esse tipo de envolvimento pode ter no desempenho

Como dito anteriormente, toda empresa possui suas regras e sua cultura e o funcionário precisa respeitar isso. Algumas empresas simplesmente não aceitam. Outras aceitam desde que seja um relacionamento discreto e que o contato físico (como “selinho”, por exemplo) seja fora do horário de trabalho.

Independente da forma como a empresa encara essa questão, o principal e talvez único pensamento que podem ter a respeito disso é em como o funcionário se comportaria nesse cenário e como, qualquer tipo de problema na relação, poderia atrapalhar seu desempenho e, em alguns casos, atrapalhar até mesmo os demais relacionamentos profissionais dentro da empresa, por conta de ciúme, por exemplo.

Em empresas que permitem esse tipo de envolvimento, o bom senso do funcionário é primordial. Obviamente o que se espera é que, como citado acima, seja um relacionamento discreto. Porém e infelizmente, não é bem assim que acontece e, por isso, atualmente, inúmeras empresas vem aderindo ao sistema de não permitir esse tipo de relação.

Empresa X o término do relacionamento

Esse é outro ponto bastante importante e também um fator que faz com que as empresas, geralmente, não permitam essas relações. Términos são sempre desagradáveis. Agora, imagine terminar uma relação e encontrar, todos os dias, a outra pessoa no trabalho. Como fica a concentração? Como fica o desempenho? Acredite, chefes não veem isso com bons olhos.

Mas, e agora que me apaixonei pelo (a) meu (a) colega de trabalho?

Agir com transparência e honestidade é sempre a melhor alternativa, por mais que seja difícil. Conversar com os superiores, explicar o que está acontecendo e (importante) já apresentando soluções para o “problema”, pode colaborar para que a situação tenha um desfecho maduro e responsável.

Com uma postura equilibrada e evitando ao máximo qualquer tipo de lamentação para os superiores, certamente eles darão o apoio necessário para lidar com essa situação, já que são pessoas preparadas para lidar com essas questões entre funcionários.

O que é recomendado em caso de relacionamento afetivo no ambiente de trabalho

Primeiro e mais importante, o recomendado é que seja algo que os superiores saibam. Esconder ou omitir esse tipo de informação torna-se um problema ainda maior quando descoberto. Depois e não menos importante, o bom senso para lidar com essa relação, com discrição e sabedoria, já que o ambiente de trabalho é um ambiente sério.

Terapia de casal pode colaborar – e muito!

Buscar o auxílio de um psicólogo também pode ser bastante útil. Geralmente, empresas de grande porte possuem psicólogos à disposição dos funcionários, mas caso o indivíduo não se sinta à vontade em conversar com alguém que, embora siga requisitos como o sigilo profissional, buscar a ajuda de um psicólogo ainda sim pode ser uma alternativa valiosa.

O psicólogo poderá auxiliar o casal em como lidar com os colegas de trabalho e também com os superiores, já que olhares de desaprovação podem acontecer, sim. E é preciso estar preparado para encarar isso, com ética e profissionalismo.

Todo e qualquer tipo de conhecimento a respeito de como lidar com essa situação é válido e os benefícios serão inúmeros.

Dicas e sugestões

Não se culpe caso esteja passando por essa situação e ainda não sabe como falar com seu chefe sobre o caso. Apenas reflita com calma e tenha sabedoria, pesando na balança as consequências que podem ter a curto, médio e longo prazo. Ler as normas e políticas da empresa também poderá ajudá-lo (a) a encontrar a melhor maneira de enfrentar essa situação.

Autora: Thaiana F. Brotto (Psicóloga CRP 06/106524)

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