Esposa Controladora

Categoria dos serviços da psicóloga: terapia de casal, relacionamento conjugal, relacionamentos, casamento, divórcio
Esposa Controladora

Sua esposa é controladora?

Após o casamento, é normal que cada um dos parceiros abandone antigos hábitos em prol de uma vida em comum. As saídas à noite com os amigos, os encontros em bares, às vezes até as partidas de futebol na praia, prazeres tidos como “diversões de solteiro”, vão dando espaço a programas a dois. Essa mudança de hábitos é muito natural e até mesmo esperada. Porém, o que se deve fazer quando a esposa começa a sufocar ou exigir demais, querendo ter sempre o controle de tudo?

Um pouco de preocupação também é normal, e um pouco de ciúme também, mas quando as reações se tornam exageradas pode ser mais do que simplesmente cuidado: você pode estar diante de uma esposa controladora.

Difícil convivência

Não é questão de ciúme, é questão de estar no controle. Neste caso, a esposa não aceita imprevistos: tudo e todos na casa devem seguir uma rotina estabelecida e controlada por ela, em seus mínimos detalhes.

Está procurando por psicóloga em São Paulo para questões de relacionamentos ou terapia de casal? Então conheça as psicólogas no nosso consultório de psicologia, confira o valor da consulta e agende uma consulta diretamente pelo site.

Por mais que o marido argumente, e mostre como está se sentindo preso e que desejaria um pouco mais de liberdade, não tem solução: a esposa que tem esse tipo de personalidade não aceita ser corrigida ou se sentir desafiada, e também não admite que errou ou se enganou.

Pessoas assim são bastante difíceis de conviver, e mesmo a parceira estando ciente do problema, ela geralmente não consegue mudar sozinha, sendo recomendado o apoio profissional através de terapia.

Sinais de alerta

Embora a linha entre o cuidado e o controle seja bastante fina, você pode perceber quando sua mulher está passando dos limites e querendo se impor, mesmo contra a vontade dos demais – pois uma esposa controladora não controla somente o marido; estende essa dominação aos filhos, parentes, colegas de trabalho e demais pessoas de seu convívio.

  • Ela tem sempre razão: a pessoa controladora jamais admite que está errada. Por mais que se argumente, ela tem um sistema de valores interno totalmente inflexível e não aceitará de modo algum argumentos contrários, inclusive apelando para a chantagem emocional para conseguir o que deseja.
  • Falta de confiança nas outras pessoas: para controlar seu “mundo”, a pessoa controladora costuma desconfiar sempre dos demais. Como não pode ler os pensamentos alheios, nem prever seus passos, costuma esperar que o outro lhe aplique um “golpe”, ou seja, quebre suas rotinas ou se recuse a obedecer suas “ordens”.
  • Não se importa com os outros: só a opinião e os sentimentos dela interessam. Pessoas controladoras simplesmente não “enxergam” o outro como um ser humano. Pensam que o próximo é alguém com um papel pré-definido de acordo com sua posição na família, e deve se comportar sempre como tal.
  • Não aceita receber ordens: muito boas para mandar, pessoas assim são péssimas para obedecer. Nem que seja uma simples sugestão, perfeitamente razoável e dita de modo gentil, quem tem perfil controlador a rejeitará. Ao se convencer de que a ideia sugerida é boa ou realmente necessária, torcerá tudo de modo que pareça iniciativa dela, tudo para não perder a “pose”.

Lidando com a situação

Pessoas assim raramente aceitam estar com um problema, por mais que se sintam infelizes e necessitem de ajuda. Em primeiro lugar, deve-se manter a calma. Não adianta brigar e discutir, pois essas pessoas não admitem jamais estar erradas. Porém, não é recomendado se anular completamente para evitar discussões: a esposa deve aprender a respeitar a vontade dos outros.

Jamais perca sua autoestima. Pessoas controladoras gostam de diminuir os outros para justificar seu pretenso domínio sobre eles. Exija ter seu tempo, seu espaço e atividades que lhe inspirem e satisfaçam. Apesar disso, nos momentos juntos, procure demonstrar carinho e ser gentil – o pretenso controle, na cabeça dela, é visando ao bem da família.

Como controladores são pessoas compulsivas e obsessivas, a melhor solução realmente é a terapia. Se a esposa não aceita de modo algum iniciar uma terapia, uma solução possível e que evita conflitos domésticos é o marido, isoladamente, procurar atendimento psicológico. Dessa forma, ele aprenderá a lidar adequadamente com o problema e recuperar sua autoestima.

Quem leu esse texto também se interessou por:

Outros textos que podem lhe interessar

Autora: Thaiana F. Brotto (Psicóloga CRP 06/106524)

*Os textos do site são informativos e não substituem atendimentos realizados por profissionais.