Existem relacionamentos perfeitos?

Categoria dos serviços da psicóloga: terapia de casal, relacionamento conjugal, relacionamentos, casamento, divórcio
Existem relacionamentos perfeitos

Não existem relacionamentos perfeitos e por uma razão muito simples: o relacionamento existe quando há, no mínimo, duas pessoas e elas não são 100% perfeitas. Diante disso, só nos resta esperar por um relacionamento quase perfeito. Isso sim é possível. A vida a dois tem obstáculos que precisam ser enfrentados com paciência, compreensão, otimismo e determinação. A vivência do casal vai se aprimorando com o tempo e pode trazer a felicidade plena. Mas, por outro lado, às vezes ocorre um desgaste da relação e aí a coisa fica mais difícil. É neste momento que uma terapia de casais pode ajudar muito.

No fundo, todos enfrentam problemas

Às vezes ocorre de nos depararmos com um casal que transmite a perfeição, mas é só a aparência. No dia a dia, sempre haverá opiniões diferentes, controvérsias, mal-entendidos, desejos não realizados, frustrações e desacordos. O que podemos encontrar são pessoas determinadas a amar o outro, apesar dos defeitos que este possa ter. O ideal é que um esteja tão inteiro que não dependa de uma pessoa para completá-lo, como costumam dizer os manuais de autoajuda.

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Ou seja, quando falta alguma coisa em nossa vida, na verdade, a lacuna está dentro de nós. E ela deve ser preenchida por meio do autoconhecimento e da mudança de alguns paradigmas e comportamentos, e não ter a expectativa de que é o parceiro quem vai promover a sua felicidade. Quando isso acontece, vêm as decepções amorosas a partir da projeção de um modelo de relacionamento que, na vida real, não existe.

O tempo cura, mas também desgasta

O tempo de convívio entre duas pessoas, como já dissemos, pode trazer bastante aprendizado para ambas as partes, e com maior maturidade, resiliência e aceitação, o relacionamento fica mais solidificado e prazeroso. Mas o tempo traz também conflitos, defeitos realçados, mágoas, decepções e desânimo. Estes sentimentos acarretam discussões, brigas e até o desrespeito, que muitas vezes se torna razão de separações.

Separando ou não, vem a sensação de culpa e uma avalanche de questionamentos. Onde eu errei? O problema está em mim ou no ex-companheiro? O que nos levou a tantos desencontros? Por que não fomos capazes de resolver nossos problemas? Faltou amor? São esses tipos de perguntas que podem ser discutidas numa terapia de casal, com o psicólogo atuando como mediador. Ele vai direcionar a conversa e promover a reflexão sobre o quanto o casal ainda se ama, o quanto está disposto a continuar investindo naquela relação e no compromisso de dividir, ceder, partilhar, negociar, perdoar e seguir em frente.

A decisão de ficar junto é do casal e de mais ninguém

Na terapia, as pessoas aprendem a se lapidar, a entender melhor seus desejos e a conciliar expectativas. Desta forma, fica mais fácil enfrentar as situações que colocam os relacionamentos em xeque. O psicólogo não vai tomar a decisão pelo casal. São os envolvidos que vão decidir se vão resistir aos problemas, superar os obstáculos e continuar juntos ou se é chegada a hora de separar e cada um buscar encontrar outro parceiro ou parceira. O profissional vai, no entanto, melhorar o entendimento dos envolvidos quanto à realidade, em que não é impossível encontrar alguém para se transferir a responsabilidade de nos fazer feliz. Não podemos exigir isso de ninguém.

Relações que se fundamentam no desejo de que o outro vai nos completar estão fadadas ao insucesso, porque estão com bases equivocadas relacionadas ao egoísmo, narcisismo e amor idealizado. Relacionamentos amorosos são imperfeitos, mas quando baseados no amor verdadeiro, na troca, na determinação em acertar, no respeito, carinho e dedicação, podem existir e durar por muitos e muitos anos, como nas histórias de amor entre príncipes e princesas.

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Autora: Thaiana F. Brotto (Psicóloga CRP 06/106524)

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