Tudo sobre Psicólogo e Psicoterapia

Atualmente, a psicologia tem sido cada vez mais procurada por pessoas de todas as idades, para terapias individuais, de família, terapia de casal ou infantil – e isso faz com que as dúvidas relacionadas ao processo terapêutico, especialidades do psicólogo, quanto tempo leva um processo terapêutico ou quantas sessões são indicadas, também aumentem.

Primeiro é importante ter em mente que cada cliente ou paciente é único e, por isso, cada processo terapêutico será personalizado para corresponder às expectativas daquele cliente.

Para esclarecer essas e outras dúvidas, elaboramos este artigo com 10 tópicos que o ajudará a entender melhor sobre o processo terapêutico e, assim, iniciar essa nova etapa com tranquilidade e sabedoria junto a um psicólogo. Boa leitura!

1. Introdução

Depressão, ansiedade, déficit de atenção, transtornos compulsivos ou comportamentais, dificuldade de relacionamento e hábitos nocivos são fatores que têm levado mais de um quarto da população adulta a procurar o atendimento de um psicólogo. Em suas diversas formas de terapia, a psicologia auxilia as pessoas a corrigir posturas, emoções e sentimentos, a fim de alcançar mais qualidade de vida.

A ajuda da psicologia

A psicoterapia pode ser aplicada às mais diversas faixas etárias e não apenas em adultos. Através de algumas linhas de abordagem e do uso de procedimentos específicos, os psicólogos auxiliam os pacientes a desenvolver hábitos e comportamentos eficazes na correção dos problemas apresentados.

Psicólogo e PsicoterapiaNa figura do psicólogo, o paciente encontra alguém neutro e livre de julgamentos, em quem ele pode confiar e com quem ele encontra a oportunidade de relatar os seus problemas, sentimentos, emoções e dificuldades.

O psicólogo, por sua vez, ajuda o paciente a identificar quais padrões de comportamento e hábitos mentais precisam ser corrigidos para que ele alcance os resultados esperados e adquira novas habilidades para administrar conflitos e desafios.

O momento de procurar um psicólogo

Apesar de ainda persistirem alguns tabus e mitos a respeito da psicoterapia e do medo ou vergonha que as pessoas sentem em buscar esse tratamento, a procura por consultas psicológicas está aumentando. As pessoas estão percebendo que ir atrás de um psicólogo pode ajudá-las, e muito, a enfrentar os seus conflitos. Elas vêm reconhecendo cada vez mais que a terapia costuma trazer um resultado bastante positivo.

Exemplos de situações que levam os pacientes a procurar um psicólogo:

  • Depressão;
  • Ansiedade;
  • Necessidade de terapia de casal e para outros tipos de relacionamentos pessoais;
  • Irritabilidade;
  • Busca por crescimento pessoal e profissional;
  • Doenças emocionais ou físicas crônicas;
  • Fatores que geram transtornos e que necessitam de tratamento;
  • Divórcio;
  • Perda de pessoas queridas;
  • Pressão no trabalho.

Sintomas que demonstram a necessidade de um psicólogo:

  • Tristeza profunda e prolongada;
  • Incapacidade de resolver os problemas apesar da ajuda de pessoas próximas;
  • Dificuldade de concentração no trabalho e atividades cotidianas;
  • Excesso de preocupações;
  • Negativismo;
  • Sentimento de estar sempre no limite;
  • Agressividade;
  • Consumo de drogas e/ou álcool.

Abordagens da psicoterapia

Vale ressaltar que a psicoterapia possui várias linhas de abordagem, dentre as quais o psicólogo escolhe a que vai se dedicar e também a que melhor se adapta ao caso do paciente.

Através da linha de teoria utilizada pelo psicólogo, ele baseia o roteiro que guiará o atendimento ao paciente e desenvolve o plano de tratamento que seja compatível com as dificuldades e transtornos relatados por ele.

Na terapia cognitivo-comportamental, por exemplo, o psicólogo utilizará práticas que levarão o paciente a realizar tarefas e a desenvolver habilidades que o capacitem a enfrentar situações. A leitura de material complementar, a anotação de reações diante das situações e o enfrentamento dos medos através de exercícios poderão fazer parte deste tipo de abordagem.

Combinação de mais de uma linha teórica

Já o psicólogo que trabalha com uma linha mais psicanalítica fará uso de muito diálogo e discussões sobre as experiências do paciente, que o levarão ao entendimento do problema, para então auxiliar em sua recuperação.

Existe ainda a possibilidade da combinação de mais de uma linha teórica quando requerido pela dificuldade apresentada pelo paciente. O que vale é confiar que o psicólogo possui conhecimento e experiência para atender as necessidades específicas de cada paciente.

2. Encontrando um psicólogo

Encontrar um psicólogo experiente, que transmita confiança e gere empatia de imediato é um ponto fundamental para a obtenção dos melhores resultados em um tratamento de psicoterapia. Juntamente aos conhecimentos técnicos especializados, o profissional escolhido deve ter as habilidades e competências necessárias para conduzir a terapia de forma a obter um relacionamento coeso com o paciente.

Como se forma um psicólogo?

Treinados e especializados para atuar nas diversas linhas terapêuticas atendidas pela psicologia, os psicólogos são capacitados para avaliar os pacientes, diagnosticando os problemas e tratando da saúde mental, emocional e comportamental.

Encontrando um psicólogoA formação de um psicólogo passa pela graduação, pós-graduação e, em algumas vezes, pelo doutorado. Como nas áreas médicas, a formação inclui estágio clínico supervisionado em hospitais ou clínicas, para então ser considerado apto para exercer a profissão.

Para garantir o direito ao exercício da profissão por pessoas qualificadas, a carreira de psicólogo é regulamentada por lei federal, protegendo, assim, o público que necessita de atendimento psicológico.

Onde buscar um psicólogo?

Normalmente, o caminho é o mesmo utilizado quando se busca um profissional de saúde, ou seja, seguindo a indicação de algum conhecido que já tenha se submetido a algum tratamento psicológico ou que conheça algum psicólogo. Dê preferência a recomendações de pessoas de relacionamento mais próximo e confiável, que, certamente, terão a preocupação de indicar um bom profissional.

Caso faça algum tratamento clínico ou tenha um médico de confiança, este também poderá recomendar um bom psicólogo conhecido.

Nos casos litigiosos que requerem um apoio psicológico, muitas vezes os próprios advogados podem auxiliar indicando profissionais especializados nesta área.

Além da internet, que disponibiliza consulta a sites com indicações de consultórios, a associação de psicólogos ou faculdades de psicologia da sua cidade também podem recomendar consultórios e profissionais.

Encontrando o psicólogo ideal

Não se engane: buscar e encontrar não são a mesma coisa. Afinal, a busca nem sempre leva ao encontro.

Após as várias indicações obtidas, você deve encontrar aquele psicólogo que lhe cause logo uma boa impressão e te passe confiança. A empatia entre profissional e paciente é primordial para um trabalho em conjunto no tratamento dos conflitos, visando alcançar os resultados esperados na terapia.

Se informe sobre os psicólogos indicados, faça perguntas a respeito do tempo que estão clinicando, como é a experiência deles, que linha teórica seguem, se já atenderam casos semelhantes ao seu, se tem clínica própria, valores de consulta, além de outras questões que considerar relevantes.

Na internet, através do nome do profissional, você consegue informações a respeito dele, opiniões de pessoas que já utilizaram o serviço e até reclamações se houver.

Esse primeiro passo é importante, pois serve como um filtro para você separar, dentre as indicações, aquelas que considera mais adequadas à sua necessidade e também os profissionais que estejam aptos para o exercício da profissão. Mas somente a primeira conversa é que lhe dará a certeza de que você encontrou o psicólogo correto para lhe atender.

3. Selecionando um psicólogo

Selecionando um psicólogoJá vimos nos tópicos anteriores a importância da psicologia e explicamos os meios de como encontrar um psicólogo. Agora vamos mostrar como selecionar o psicólogo que mais se adequa ao seu perfil e necessidade. Veja o que você deve levar em conta na hora de escolher um psicólogo para lhe ajudar e quais perguntas você deve fazer para a seleção do melhor profissional.

No ano passado, o DIEESE apresentou uma pesquisa realizada em 2014 apontando que, naquele ano, havia no Brasil 146.721 psicólogos. Atualmente, essa quantidade deve ter crescido ainda mais. São tantas opções de profissionais que isso pode acabar trazendo dúvidas no momento de selecionar o psicólogo ideal para atender o seu caso específico.

Duas palavras são a chave para o alcance de um bom resultado no tratamento psicológico: empatia e confiança. Daí a importância de conhecer um pouco do profissional antes de fazer a sua escolha.

Primeiro contato

Neste momento, seja pessoalmente ou por telefone, você deve ter uma lista com suas principais dúvidas e informações que gostaria de obter. Já na primeira conversa, o ideal é que você se sinta seguro e confortável, além de sentir confiança para expor os seus problemas ao psicólogo.

Algumas perguntas precisam ser respondidas por você mesmo, acerca do que espera do tratamento, tais como:

  • Farei a terapia sozinho ou com mais alguém?
  • Quais os meus objetivos com a terapia?
  • Tenho condições de arcar com os custos do tratamento?
  • Onde o consultório deve estar localizado para facilitar a minha locomoção?
  • Quais os horários e dias que tenho disponibilidade para as consultas?

O que levar em conta para selecionar um psicólogo?

Depois de fazer as perguntas a si mesmo, existem algumas questões que devem estar presentes na primeira conversa e que dizem respeito ao psicólogo.

  • Como está a agenda dele para receber novos pacientes? Com a grande procura por profissionais, alguns psicólogos estão sobrecarregados e por isso não aceitam mais pacientes, evitando comprometer o tratamento;
  • Veja se ele atende a todas as faixas etárias e gêneros;
  • Verifique se ele é licenciado;
  • Confira há quanto tempo ele exerce a profissão;
  • Pergunte sua especialização;
  • Confirme se ele já tratou casos semelhantes ao seu;
  • Veja que tipo de tratamento ele utiliza e se é eficaz para o seu caso;
  • Veja se os custos e a política de pagamento cabem no seu bolso.

É bom deixar claro, logo no início, algumas questões de natureza ética, como, por exemplo, conceitos religiosos e culturais que você considera imutáveis. É importante, ainda, verificar a percepção do psicólogo sobre esses temas para evitar conflitos durante o tratamento.

A primeira conversa deve ser uma via de mão dupla, na qual tanto você conhecerá um pouco mais a respeito do psicólogo, quanto ele já terá uma primeira impressão sobre você e saberá se é o profissional indicado para lhe atender ou se deve encaminhá-lo a algum colega de profissão com mais experiência no seu caso.

Este também é o momento de perceber se haverá empatia entre paciente e profissional, lembrando que este é um ponto-chave para o tratamento.

Você sente que está precisando de terapia? Converse com vários psicólogos e certamente encontrará aquele com maior identificação com seu problema.

4. Começando a terapia

Já vimos nos tópicos anteriores que você precisa de algumas informações básicas antes de começar a terapia propriamente dita. Não basta apenas encontrar um psicólogo: é fundamental também se informar a respeito do trabalho dele e pesquisar outras questões básicas sobre as diferentes formas de tratamento. Hoje vamos ver o que deve ser conversado com relação ao pagamento, tópico importante antes de colocar o tratamento em prática.

Começando a terapia

Começando a terapiaJá está resolvido: você fará a terapia e já escolheu o psicólogo com quem irá realizar o tratamento. Mas existe um item prático que é bastante relevante e que precisa ser levado em consideração antes de iniciar a terapia: a questão financeira. Você deve verificar os custos do tratamento e as condições de pagamento para se certificar de que eles cabem no seu orçamento.

Como pode ser realizado o custeio da terapia com psicólogo?

Pagamento Particular

Você mesmo fará o pagamento da sua terapia? Neste caso, pergunte ao psicólogo qual o valor da consulta inicial e de cada sessão, bem como as condições de pagamento. Além dos valores, verifique se é vantajoso pagar o tratamento à vista ou em parcelas. Se houver um bom desconto pode ser mais indicado pagar de uma vez só.

Questione como pode ser feito o pagamento, se apenas em dinheiro, se em depósito ou transferência ou ainda com cartão de crédito. Embora possa ser embaraçoso para alguns, cuidar dessas questões antes de iniciar o tratamento é bem importante.

Plano de Saúde

Se você possui plano de saúde, verifique junto à operadora se ela oferece cobertura para psicoterapia. Alguns planos oferecem uma cobertura parcial, com reembolso das consultas. Veja se o plano cobre especificamente o tipo de tratamento que você necessita. Verifique quais tipos de terapia possuem cobertura e os que não dispõem do benefício.

Confirme se a escolha do profissional pode ser feita por você mesmo ou terá que seguir a indicação da operadora. Peça uma lista de profissionais credenciados no plano para que você possa escolher um nome.

Se o seu plano atua com coparticipação, verifique qual será o percentual que você deverá pagar e qual a forma de pagamento, se parcelado de acordo com o andamento do tratamento ou à vista.

Confirme se há um tempo limite para a cobertura do tratamento (em psicoterapia, nem sempre o tempo de tratamento é previsível).

SUS – Sistema Único de Saúde

Verifique junto ao SUS se as despesas do tratamento psicoterápico serão cobertas e se o seu caso se adequa a esta cobertura. Veja também se pode escolher o profissional ou se terá que aceitar um psicólogo indicado por eles.

Lembre-se que, via SUS, muitas vezes pode haver espera por tratamento. Avalie se você tem condições de aguardar até a disponibilidade de um profissional para atendê-lo.

Seguro Saúde

Existem companhias de seguro que concedem benefício de atendimento psicológico quando comprovadamente necessário. Se você possui seguro saúde, vale uma consulta para ver se o seu caso se enquadra nos padrões aceitos e quais são as condições e restrições para a utilização deste recurso.

Benefício junto à empresa onde trabalha

Veja se a empresa onde você trabalha oferece assistência psicológica. Hoje em dia, algumas companhias dispõem deste benefício para funcionários e dependentes. Consulte o RH para ver se o seu caso o habilita a recorrer deste benefício.

Comunidade

Na comunidade existem associações, programas oferecidos pelas universidades e até mesmo clínicas que disponibilizam a terapia sem custos. Caso nenhuma das alternativas de pagamento acima for viável para você, procure se informar sobre este tipo de tratamento e se você tem condições de participação.

Não sofra sozinho… Se você está com alguma dificuldade emocional, procure a ajuda de um psicólogo.

5. Providências antes da primeira consulta

Nesse tópico, vamos falar um pouco sobre a primeira conversa com o psicólogo. Não se trata da primeira consulta ainda, mas um encontro para tratar das providências que precisam ser tomadas antes da consulta em si e como você deve se preparar para a terapia que virá a seguir.

Antes da consulta

Providências para consulta com psicólogoA primeira conversa com o psicólogo pode ser realizada por telefone mesmo, se for o caso. Será quando vocês tratarão de pontos importantes a respeito do tratamento, de como é o perfil do profissional e o método que ele utiliza. Neste bate-papo, você vai falar um pouco sobre o que necessita e verá a possibilidade de agendar uma conversa pessoalmente.

O primeiro encontro pode causar um certo nervosismo. Afinal, você estará abrindo questões íntimas e pessoais, fraquezas e limitações com um estranho. Mas, fique tranquilo: depois das primeiras consultas e de conhecer um pouco mais o psicólogo, você se sentirá mais confortável e confiante.

Agendamento com o psicólogo

Alguns pontos devem ser levados em conta quando agendar a primeira conversa pessoal com o psicólogo:

  • Procure marcar as consultas no horário do dia em que o seu relógio biológico esteja mais disposto e acordado.
  • Agende as consultas fora do seu horário de trabalho. Isso evitará transtornos que podem surgir em consequência da sua ausência por determinado período. Caso não seja possível, veja se um atestado de atendimento psicológico será aceito para abono das horas. Procure também agendar no final do expediente. Algumas vezes a consulta é inquietante e você pode ficar sem disposição para voltar ao trabalho.
  • No caso de ter filhos que estejam sob seus cuidados na parte do dia, procure marcar a consulta em um momento que estejam na escola. Levar crianças à consulta não costuma dar certo.
  • Marque as consultas também para um horário em que não tenha compromissos agendados logo em seguida, pois isso o deixará mais livre para focar no primeiro encontro, sem preocupação com o tempo.

Preparo para o primeiro encontro com psicólogo

Quando falar com o psicólogo por telefone, aproveite e pergunte como deve se preparar para esta primeira conversa. Mas, já adiantamos aqui, algumas ações provavelmente serão necessárias:

  • Contatar o plano de saúde ou seguro para saber a respeito da forma de pagamento e cobertura, se ela é total ou se tem coparticipação.
  • Preenchimento prévio de algum formulário solicitado pelo consultório e reconhecimento do contrato de prestação de serviços referente ao tratamento que será realizado.
  • Listar todas as dúvidas e perguntas que quer fazer a respeito da psicoterapia, como o tempo aproximado de duração, a necessidade de associação de medicamentos (embora esses não sejam prescritos por psicólogos), alguma leitura de apoio, etc.
  • Conversar com amigos e conhecidos que já tiveram a experiência de passar pela psicoterapia para saber a opinião e como foram os resultados. Caso você já tenha passado por um tratamento psicológico anteriormente, lembre-se do que deve ser alterado ou mantido para discutir com o psicólogo desta vez.

Tenha disposição para estar aberto ao tratamento, mesmo que não seja uma opção sua ou caso você não acredite ainda que possa alcançar os resultados esperados, aproveite a oportunidade de pelo menos se conhecer melhor.

Você ainda tem dúvidas a respeito dos benefícios da terapia? Converse com um psicólogo.

6. Iniciando a primeira consulta

Vamos tratar aqui da psicoterapia propriamente dita e do início do tratamento a partir da primeira sessão com o psicólogo. É absolutamente normal você se sentir nervoso e ansioso na primeira consulta. Depois, esse processo passará a ser algo bem mais tranquilo. Para ajudá-lo a se acalmar, que tal saber algumas informações antes de iniciar o tratamento?

Devo levar algum material na primeira consulta?

A duração de uma sessão de terapia é de aproximadamente 45 a 60 minutos. Se quer aproveitar bem o tempo, leve consigo uma lista daquilo que deseja conversar e também das questões que necessita trabalhar. Assim, você estará melhor preparado para explicar ao psicólogo o que está te motivando a procurar pela terapia.

Se você foi indicado pelo seu médico, por um advogado ou professor a fazer a psicoterapia, leve o laudo ou o parecer técnico do profissional que o indicou para a análise do psicólogo. Desta forma, ele saberá com mais clareza as razões para a procura por tratamento. Em alguns destes casos, o psicólogo pode até querer fazer um contato com o profissional que o indicou para saber de mais detalhes.

Se você fizer uso de medicamentos, leve informações como nome dos remédios, dosagens e há quanto tempo toma. Se guardou a prescrição médica, leve-a também.

Uma boa ideia é manter uma caderneta de anotações durante as consultas. Nela, você poderá anotar as perguntas que quer fazer e algumas observações das consultas que o ajudarão a lembrar do que foi dito durante a sessão. Isso o manterá mais envolvido e com mais foco no tratamento.

Leve toda a documentação que foi solicitada pelo consultório e também o que for necessário para fazer o pagamento.

O que esperar no início do tratamento?

Já comentamos que nervosismo e ansiedade fazem parte da primeira consulta, mas não se preocupe. Certamente, o psicólogo, com toda sua experiência, saberá como deixar você mais confiante e confortável já na primeira sessão.

A primeira consulta é o momento em que o psicólogo poderá fazer uma série de perguntas que servirão para identificar o motivo que está levando você a buscar ajuda psicológica. Analisando as suas respostas e reações, ele terá uma ideia do seu problema mesmo que você não consiga explicar claramente o que sente.

Não se preocupe: o psicólogo não irá forçá-lo a falar sobre nada que seja muito difícil de ser dito logo no primeiro encontro. Aos poucos, à medida que o tratamento avança, você se sentirá mais à vontade para tratar determinados assuntos.

Perguntas são necessárias ao psicólogo

Primeira consulta com psicólogoO psicólogo precisará saber um pouco mais sobre você e, por isso, fará perguntas que vão além do seu problema. Ele precisará saber, por exemplo, se alguém em sua família já sofreu ou sofre de problemas psicológicos como ansiedade, depressão ou outro transtorno.

Ele vai precisar saber também como é o seu convívio social e, para isso, poderá perguntar a respeito da sua convivência familiar e com amigos. Sobre o seu problema, ele vai perguntar se você sofre algum sintoma ou alteração no comportamento, mudanças no sono ou alterações de apetite.

Não fique preocupado em falar tudo na primeira sessão. Você terá tempo para expor os seus sentimentos e conflitos ao longo do tratamento. À medida que for conquistando confiança e empatia com o psicólogo, será mais fácil abordar naturalmente todos os assuntos.

Plano de terapia

Depois de feito o seu histórico, o psicólogo envolverá você na elaboração do plano de tratamento, que traçará as metas para a terapia em que você e o psicólogo terão um trabalho conjunto na busca por resultados. Alguns profissionais costumam elaborar até um contrato onde especificam os objetivos, duração e resultados esperados no tratamento e, com isso, delimitam as responsabilidades de cada um.

Já ao final da primeira consulta, o psicólogo poderá indicar algumas ações a serem realizadas. Caso você apresente sintomas como dores ou depressão, o psicólogo pode indicar a realização de alguma atividade para auxiliá-lo ou até mesmo orientar a procura por um psiquiatra para a indicação de medicamentos que complementarão o tratamento.

Procure um psicólogo para conversar sobre algum conflito que esteja comprometendo a sua qualidade de vida.

7. O processo psicoterapêutico

Nesse tópico vamos falar um pouco mais detalhadamente sobre o processo de psicoterapia, como ela se inicia e de que forma o psicólogo vai conduzir o tratamento para chegar aos resultados esperados. Confira:

Como será o processo de psicoterapia?

A psicoterapia é baseada no diálogo entre paciente e psicólogo. Por meio destas consultas, os seus conflitos serão trazidos à tona e administrados de maneira a lhe proporcionar melhora na qualidade de vida. Muitas vezes, uma simples conversa pode gerar um alívio imediato ao paciente. Para o psicólogo, será a oportunidade de explorar de onde vêm os seus problemas.

Nas primeiras sessões, o psicólogo auxiliará no esclarecimento daquilo que tem preocupado você e, daí em diante, vocês passarão a trabalhar os temas em conjunto para solucionar, tanto as suas dificuldades quanto os seus problemas.

Sua forma de pensar e conduzir os seus sentimentos começará a ser modificada. Algumas atividades do seu cotidiano passarão a ser realizadas de modo diferente e você aprenderá a utilizar técnicas para adquirir novas habilidades. À medida que estes exercícios vão acontecendo, o psicólogo faz avaliações e ponderações para certificar-se de que as consultas estão sendo eficazes ou se precisam de alguma modificação.

Combatendo hábitos ou vícios nocivos

Com o decorrer da terapia, o psicólogo pode fazer alguns testes para avaliar como está o andamento do tratamento. Nada para se preocupar. Por meio destas avaliações, ele interpreta características da sua personalidade, analisa como está o nível de depressão e descobre, inclusive, se existem alguns hábitos ou vícios nocivos.

Caso o seu conflito seja de relacionamento conjugal ou familiar, o psicólogo pode solicitar o envolvimento da outra pessoa na terapia. Se o problema é se relacionar com outras pessoas socialmente, por exemplo, a terapia em grupo pode trazer melhores resultados.

A terapia lhe proporcionará resiliência, deixando-o apto para lidar de forma segura com os desafios que surgirão futuramente. Foi comprovado por meio de estudos que a terapia cognitiva e comportamental, utilizada para tratar de problemas como ansiedade e depressão, continua a ter efeito em longo prazo. Ela reduz, também, as chances de recorrência dos problemas após o tratamento.

Aproveite ao máximo a psicoterapia

Psicólogo e o processo terapêuticoImportante salientar que a psicoterapia é um esforço conjunto, uma relação de confiança entre paciente e psicólogo, na qual ambos colaboram para que o tratamento dê certo. Sendo assim, é importante a existência de um acordo para que ambos trabalhem de forma unida buscando os resultados esperados.

Seja um paciente participativo, envolva-se no processo ativamente, seja efetivo no estabelecimento das metas da terapia, crie junto com o psicólogo um cronograma de tratamento e faça perguntas acerca dos planos e evolução do tratamento. Tudo isso irá colaborar para o resultado final satisfatório.

Caso haja alguma questão a respeito das sessões lhe incomodando, converse com o psicólogo. Este retorno do paciente é muito importante para ele e para o tratamento. Questione também sobre a inclusão de matérias para complementar a terapia, como leituras, vídeos e exercícios.

Confidencialidade garantida

O código de ética dos psicólogos indica o sigilo como condição para que ele exerça a sua profissão. Portanto, a privacidade do paciente está garantida. No caso de quebra da confidencialidade, o psicólogo poderá, inclusive, perder sua licença clínica.

Confiança total no psicólogo é condição fundamental para chegar aos resultados que se quer alcançar. Até os assuntos mais íntimos e secretos devem ser revelados durante a terapia. Por vezes, isto poderá constrangê-lo, mas lembre-se que o sigilo será mantido.

O sigilo só pode ser quebrado quando se tratar de algum assunto muito grave, que deve ser denunciado a alguma autoridade competente.

Converse com um psicólogo para tirar suas dúvidas sobre a terapia. E compartilhe este texto para ajudar outras pessoas.

8. Psicoterapia, Psicólogo, Psiquiatra e Medicação

Nesse tópico falaremos sobre quando a medicação entra como complemento ao tratamento de psicoterapia. Quando ela se faz necessária? Como o psicólogo deve fazer a orientação? Por que ela é utilizada em alguns casos e por que é necessário o encaminhamento para um psiquiatra?

Psicólogo, Medicação e PsiquiatraEm primeiro lugar, vamos deixar bem entendido que, segundo a legislação brasileira, os psicólogos não estão autorizados a fazer prescrição de medicamentos. Ao perceberem esta necessidade, devem fazer o encaminhamento do paciente para um psiquiatra, que irá avaliar o caso e ministrará a medicação.

Fuja da automedicação

Apesar de tantos alertas feitos na mídia, em nosso país ainda é bastante comum a prática da automedicação. As pessoas buscam nos medicamentos o livramento para ansiedade, dores, medos e tristezas. E, na maioria das vezes, fazem uso dos remédios mesmo sem saber se terão o resultado esperado. Esta conduta pode levar ao agravamento de muitas situações e ao surgimento de sérios problemas de saúde.

Em se tratando de transtornos psicológicos, a medicação sugerida sem a apropriada análise clínica – feita por quem realmente tem competência no assunto – pode ser totalmente ineficaz. Quando a terapia precisa de algum complemento, os medicamentos devem ser prescritos somente pelo psiquiatra.

A ação da medicação

Alguns distúrbios realmente necessitam da complementação de remédios, como a depressão profunda, a esquizofrenia e o transtorno bipolar. Esta medicação pode ser leve, apenas para ajudar a ter um sono mais tranquilo, por exemplo. A utilização dos remédios, nestas situações, já trará resultados positivos na realização das tarefas cotidianas e na disposição do paciente.

No entanto, existem casos em que, além de desnecessária, a medicação é ineficaz. Os antidepressivos podem ter algum efeito durante um período de tempo, mas em longo prazo deixarão de apresentar resultados satisfatórios. Muitos são os casos em que ao descontinuar a medicação, os sintomas permanecem ou retornam intensificados.

Por isso a importância da psicoterapia, um tratamento que influencia diretamente na mudança de comportamento e na aquisição de novas habilidades e formas de agir diante dos problemas.

Necessidade de medicação

É necessária uma avaliação do caso para confirmar se o uso da medicação é realmente necessário. Quando o paciente consegue realizar as suas tarefas, seja no trabalho, em casa ou na escola e mantém relacionamentos estáveis, dificilmente será preciso introduzir medicamentos. A psicoterapia já será suficiente para tratar dos problemas.

Existem casos em que a combinação dos dois tratamentos – psicoterapia e medicação – funciona melhor. É o que acontece em episódios de doenças mentais e emocionais mais graves, quando os remédios ajudam o paciente a participar mais ativamente no processo da psicoterapia.

Psicólogo ou Psiquiatra: quem prescreve a medicação?

O psicólogo, durante a psicoterapia, poderá ter a percepção se o caso necessita de introdução de medicamentos ou não. Porém, ele mesmo não poderá receitar algum remédio. Ele deverá encaminhar o paciente para um especialista ou psiquiatra para a devida análise e a prescrição de medicamentos adequados à necessidade.

Como mencionado no início, de acordo com as leis brasileiras, os psicólogos não têm liberação para prescrever medicação. Por isso, vale ficar atento: o psicólogo pode utilizar vários métodos de abordagem terapêutica, mas quando perceber que um medicamento poderá auxiliar no tratamento, ele deverá fazer o encaminhamento ao psiquiatra.

Da mesma maneira que o psicólogo, o psiquiatra utilizará o diálogo com o paciente para identificar o que está causando o problema e quais os sintomas. Após esta análise, ele poderá identificar que tipo de medicamento irá auxiliar a psicoterapia e durante quanto tempo a ministração será necessária.

Essa conduta é o que garante resultados em longo prazo e com maior assertividade. Não faça uso da automedicação e procure um especialista para um garantir um tratamento saudável e eficaz.

A automedicação é uma prática perigosa e prejudicial. Procure o seu médico em caso de necessidade.

9. Avaliando a eficácia da psicoterapia

Como saber se a psicoterapia está tendo o resultado esperado e qual a melhor forma de avaliar o psicólogo e o tratamento? Neste tópico, vamos tratar da eficácia desejada quando você estiver avaliando sua terapia.

Visão do psicólogo

Avaliando Eficácia do PsicólogoA terapia abrange muito mais do que uma simples conversa entre você e o psicólogo. Mesmo em se tratando de um diálogo, a experiência do profissional vai conduzir a sessão de forma a descobrir o que está causando os seus distúrbios e problemas. A sua personalidade e as características que formam a sua identidade também são analisadas pelo psicólogo através da forma como você se expressa.

A psicoterapia conduz o paciente ao profundo autoconhecimento e o auxilia a corrigir e a evitar a repetição de pensamentos e atitudes nocivas à sua saúde, melhorando desta forma a qualidade de vida. Muitas são as evidências para se perceber a eficácia da psicoterapia, como será explicado a seguir.

Terapia eficaz

Existem muitos estudos que demonstram a eficácia da terapia na mudança de comportamento das pessoas. Cerca de 75% dos pacientes que fizeram terapia asseguraram um resultado positivo e 80% chegaram à cura quando comparados com outros que não passaram pelo tratamento.

Há ao menos três fatores a serem trabalhados em conjunto para garantir o resultado esperado na terapia:

  • Basear-se em exemplos e evidências de que o tratamento está enquadrado ao problema que o paciente apresenta;
  • Estar fundamentado no conhecimento e experiência do psicólogo;
  • Levar em conta particularidades do paciente, como cultura, valores e preferências.

No início, o paciente poderá ficar em dúvida se o tratamento realmente funciona ou se será um sofrimento sem fim. Mas, à medida que a terapia vai sendo aplicada, ele perceberá que seu comportamento está mudando e, com isso, a qualidade de vida melhorou. Ele ganhará desenvoltura para se expressar, perceberá melhora nos relacionamentos interpessoais e seu cotidiano será mais feliz.

Para alcançar os resultados é necessário que paciente e psicólogo tracem um planejamento com metas e cronograma definidos para a terapia. Empatia e sinergia entre profissional e paciente são pontos fundamentais para que a evolução do tratamento seja percebida.

Avaliando sua terapia

Pode levar algum tempo para a melhora ser notada. Geralmente, isto ocorre à partir da sexta sessão. Se, por acaso, você não perceber algum resultado positivo já nesta etapa, converse com o psicólogo a respeito disso. Ele fará uma avaliação do seu caso e poderá propor a introdução de alguns tratamentos alternativos para lhe trazer mais segurança.

Sempre trate de todos os aspectos que envolvem as suas dúvidas e inseguranças com o psicólogo. Ele está ali para lhe ajudar nos conflitos e não para fazer julgamentos.

Você pode perceber que continua sentindo opressão e que o tratamento não está progredindo. Porém, isso às vezes ocorre por conta do modo como o psicólogo está conduzindo o tratamento. Em muitas ocasiões, é necessário que ele leve o paciente por um caminho doloroso, mas que o ensinará a enfrentar as situações e verdades, que trarão mudanças positivas em sua vida. O processo de crescimento pode leva-lo a ter que enfrentar emoções fortes.

Se realmente persistir a dúvida quanto à eficácia do tratamento que está sendo aplicado, você deve comentar com o psicólogo que irá procurar uma segunda opinião. O próprio psicólogo poderá indicar um colega para você tirar todas as dúvidas e se sentir mais seguro, mesmo que isso signifique que você resolva mudar de profissional. O que você não deve fazer, em hipótese alguma, é parar com a terapia enquanto estiver se sentindo mal e emocionalmente abalado.

Converse sempre com o psicólogo para tirar todas as suas dúvidas.

10. Quando parar a psicoterapia

Você passou pela psicoterapia e chegou o momento de encerrar o tratamento e usufruir dos benefícios alcançados durante o período em que esteve próximo ao psicólogo. O autoconhecimento adquirido ao longo da terapia vai te ajudar a enfrentar as dificuldades e melhorar a sua qualidade de vida. Fique tranquilo, porque parar com o tratamento (desde que em comum acordo com o psicólogo) não irá comprometer os resultados alcançados durante a terapia. Saiba, portanto, quando é a melhor hora para parar com o tratamento.

Tempo de melhora

Vários são os fatores que influenciam a duração de um tratamento: o tipo de distúrbio apresentado, a história do paciente, as características dele, os objetivos que quer alcançar, como é a sua vida fora do ambiente da sessão e qual foi a sua capacidade de progressão durante a terapia.

Alguns necessitam apenas de um curto período de tempo de terapia, para resultados rápidos e específicos. Outros até já obtém bons resultados nas primeiras consultas. Já há também aqueles que precisam de um tempo maior para tratar os conflitos mais íntimos. Somente o psicólogo poderá avaliar o tempo que é necessário para alcançar melhorias e isso acontece ao longo do tratamento.

Pacientes que apresentam ansiedade, por exemplo, são casos nos quais apenas a mudança de algumas atitudes e de perspectiva já proporciona melhora nas condições do quadro clínico do paciente. Depois de poucas consultas, ele começa a se sentir mais confiante e com habilidades novas para o enfrentamento dos problemas.

Persistência é a base da terapia

Casos de traumas mais severos costumam exigir um pouco mais de tempo, podendo levar de um a dois anos para perceber resultados positivos. O que vale é dar o tempo necessário para que a terapia apresente os retornos esperados.

Sessões regulares e continuadas são necessárias para quem apresenta doenças mentais graves ou algum tipo de alteração de forte impacto, auxiliando o paciente a manter as funcionalidades do cotidiano.

Existem casos em que mesmo depois de chegar aos resultados, resolver os problemas e concluir o tratamento, o paciente opta por continuar a terapia para se conhecer ainda melhor e administrar a vida de maneira mais fácil e com qualidade. Persistência é a base da terapia.

Quando parar?

Tratamento com psicólogo, quando pararA terapia não é para toda a vida. Estudos demonstram que 75% dos pacientes alcançam melhora depois de seis meses de tratamento.

Em conjunto, você e seu psicólogo irão identificar e decidir qual o momento certo para encerrar o tratamento. Quando você percebe que o problema que o levou a procurar o psicólogo já não existe mais e que está recebendo um retorno positivo das pessoas ao seu redor, pode ser o momento em que você já esteja pronto para terminar com a terapia.

Verifiquem em conjunto se todos os objetivos e metas levantados no começo do tratamento foram plenamente alcançados.

O contato com o psicólogo continua

Após o término da terapia, você pode continuar o contato com o psicólogo, se quiser. Não há necessidade de se afastar definitivamente. Visitas de tempos em tempos ao psicólogo, além de levar a alguma manutenção que se faça necessária, poderão lhe proporcionar uma avaliação de como você está progredindo após o fim do tratamento.

Não há muitas regras para o término da terapia. Se você desejar, provavelmente poderá retornar caso apareçam novas situações em que você necessite de alguma ajuda ou haja algum comportamento que você sente que precisa ser ajustado. O psicólogo já conhece o seu caso, a sua história e, com isso, poderá ajudar em situações novas.

Se precisar de um motivo a mais, uma conversa com alguém que o conhece profundamente e tem competência para conduzi-lo a conquistar qualidade de vida é sempre uma ótima oportunidade.

Converse com um psicólogo. Ele poderá ajudar você a alcançar uma vida com mais qualidade!

Thaiana F. Brotto (Psicóloga CRP 106524/06)

*Os textos do site são informativos e não substituem atendimentos realizados por profissionais.