Por Luzia Lobato
Psicóloga · CRP 06/119285
Publicado em 01/06/2015 · Atualizado em 14/10/2026
Segundo psicólogos, homens também sentem o peso do tempo: embora a fama maior esteja com as balzaquianas, como são apelidadas as mulheres de 30 anos, eles também entram em crise em torno dessa idade.
Antes, ela vinha depois dos 40 anos e era descrita como crise da meia-idade.
Agora, ela está chegando cada vez mais cedo: até mesmo antes dos 30 já se pode sentir seus efeitos. Veja os motivos disso e como lidar com esse momento.
O porquê da crise
Antigamente, idade era sinal de sabedoria e as pessoas mais velhas tinham um charme todo especial.

Os homens eram considerados mais viris; as mulheres, mais sedutoras. Porém, hoje tudo mudou.
Com a mídia e a sociedade endeusando e glorificando ao máximo a juventude, a partir de uma certa idade tanto homens como mulheres começam a se sentir “ultrapassados”.
Os homens começam lentamente a sentir as mudanças físicas: o corpo se torna mais lento e mais pesado, com dificuldades em perder peso como antes; os cabelos começam a embranquecer ou cair; uma partida de futebol os deixam inutilizados por dias; o fígado já não se recupera magicamente depois de uma noite de bebedeira.
E, de repente, há tantos homens jovens, na faixa dos seus vinte e poucos anos, disputando as atenções das mulheres na balada.
O rosto alegre e cheio de vida de cada um deles é quase uma acusação contra o seu, de ar cansado e que começa já a exibir as primeiras linhas de expressão.
E os temidos pés-de-galinha? Melhor nem falar das olheiras…
Some-se a isso, a cobrança da sociedade, que espera que aos 30 anos o homem já esteja com a vida completamente estabilizada, no auge da sua carreira profissional, e preferencialmente já muito bem casado, talvez com um ou dois filhos.
Mas a realidade é bem diferente: não são todos que conseguem exibir tais conquistas nessa idade.
A percepção de que não se é mais tão jovem, que o tempo está passando e talvez não haja mais tanto tempo para realizar todos os sonhos, além da constatação de que ainda falta um longo caminho para chegar lá, costuma deixar os homens bastante inseguros e com sintomas de ansiedade.
É a crise dos 30 anos.
Como lidar?
Essa idade é cheia de questionamentos, medos, ansiedade e inseguranças; porém, ao mesmo tempo, é um salto para a plenitude da vida e da maturidade.
Como encarar isso com serenidade, para sair disso tudo ainda mais fortalecido do que antes?
- 1. Aceitação
Sim, o tempo passa. Encare as mudanças com mais serenidade – afinal, ninguém pode ficar jovem para sempre. Porém, isso não é desculpa para se descuidar de si mesmo.
Os cuidados com a saúde devem ser intensificados a partir de agora, para que a maturidade chegue com leveza e você permaneça com vitalidade e disposição.
- 2. Não se cobre tanto
Onde está o contrato que você assinou com alguma entidade superior, que estipula que você é obrigado a estar rico, casado e com realizações muitas vezes impossíveis à sua realidade e estilo de vida quando chegasse aos 30 anos?
Pois é, esse contrato não existe. Então, você não precisa encarar sua situação atual como uma frustração: você está onde foi possível chegar até o momento. Se a sua vida agora não está agradável, é sempre hora de mudá-la – seja consciente que suas escolhas fazem seu destino.
- 3. Não fique parado
Não se cobrar é diferente de se acomodar. Não é porque você já tem 30 anos e está ficando com cabelos brancos que sua vida acabou – sempre é tempo de começar coisas novas.
Um curso de idiomas, um novo hobby, novas amizades: você é livre para ousar. E a ousadia agora pode ser ainda melhor, porque ela vem com a maturidade e segurança da experiência.
Se você está achando difícil passar por essa etapa de sua vida sozinho, não se sinta constrangido em procurar ajuda de um psicólogo: a psicoterapia, com um profissional de sua confiança, pode ajudá-lo a compreender suas mudanças interiores e a obter aceitação e respeito por si mesmo, descobrindo que a vida é bela, não importando o estágio dela em que nos encontramos.
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Autor: Psicóloga Luzia Fatima de Andrade Lobato - CRP 06/119285 Formação: Especialista em Terapia Cognitivo Comportamental e pós-graduada em Saúde Mental. Possui vasta experiência em atendimentos para adultos e casais, com foco em demandas como ansiedade, estresse no trabalho, conflitos familiares, depressão, questões emocionais como autoestima e autoconfiança…
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