Processo Terapêutico

O Processo Terapêutico

Quando falamos em processo terapêutico surgem diversas dúvidas. Não saber o que é um processo terapêutico, os tipos de terapia ou quando buscar ajuda, é muito comum e preocupante. Durante muito tempo as terapias se mantiveram restritas apenas a transtornos mentais já estabelecidos.

Hoje, com a evolução da ciência da psicologia, sabe-se que a terapia impacta no autodesenvolvimento da pessoa, na qualidade de vida e não apenas na resolução de problemas. 

É importante saber que terapia pode ser empregada em diversas situações de modo específico ou continuado. Todos passamos por conflitos, incertezas, divergências internas e somos afetados, nem que seja de modo leve, por pequenos conflitos existenciais ou mesmo transtornos psicológicos.

Principalmente por que o mundo contemporâneo tornou ainda mais complexas as relações de interpessoais e de trabalho. Tanto que não é a toa que o casos de depressão aumentam de forma quase epidêmica. E ainda falando de depressão, ela é uma das doenças que mais incapacita as pessoas para o trabalho. E se não tratada a tempo, torna-se crônica.

Portanto, a terapia hoje é algo que é recomendada para praticamente todas as pessoas. Prevenir e tratar transtornos o mais cedo possível podem evitar graves consequências na vida de todos nós. 

Assim como a psicologia evoluiu, o processo terapêutico também. Hoje há diversas técnicas que podem ser aplicadas em muitas situações, aumentando a eficácia do tratamento. Se você ainda tem dúvidas e deseja conhecer mais sobre o processo terapêutico, leia o texto.

 1) O que é o processo terapêutico? 

O processo terapêutico consiste em desvendar conflitos que causam sofrimento ao paciente. Ele faz com o que o paciente se entenda, se escute, e tome consciência dos padrões de repetição e sintomas de seu transtorno psicológico. Isso depende de um contrato consensual entre o paciente e o terapeuta.

Através das práticas terapêuticas, tanto desejos inconscientes, quanto experiências traumáticas são investigadas. Tem por objetivo identificar o significado simbólico das lembranças traumáticas e como isso resulta em sofrimento. O tratamento também ajuda as pessoas a desenvolverem atitudes e hábitos saudáveis e uma boa relação consigo mesmo. 

>>> Leia também: Psicologia e Psicólogo.

2) Tipos de terapia 

Como dito antes, o processo terapêutico evoluiu muito. Hoje há diversas linhas que podem ser aplicadas para cada situação e individualidade. Que tal conhecer as principais?

Psicanálise

Criada por Freud, a psicanálise é uma das linhas terapêuticas mais populares. Na abordagem psicanalítica o paciente tem total liberdade para falar, sem intromissão do terapeuta. O psicólogo direciona a fala do paciente para que ele mesmo perceba insights e faça conexões entre o que é revelado e o problema do paciente. É recomendada para pacientes com problemas crônicos.

Jungiana

Na terapia Jungiana, os sonhos são muito importantes no processo terapêutico. O terapeuta buscar extrair de modo direcionado fatores que influenciam o problema e o que incomoda o paciente.

Alguns recursos são utilizados além da interpretação de sonhos, como desenhos e caixa de areia com miniaturas para criar cenários. É indicada para aqueles que buscam conhecimento profundo sobre si mesmo. 

Lacaniana

Essa é uma terapia bem clássica, que utiliza divã. Trata-se de um processo terapêutico de longa duração e que apresenta resultados profundos. Na linha lacaniana, o terapeuta não utiliza uma pauta específica.

Ele utiliza de diversas técnicas, inclusive a interpretação de sonhos, e vai muito além utilizando piadas, expressão e atos falhos para ajudar a interpretar o problema do paciente. É indicada para tratamentos de longo prazo, por ser profunda e por isso mais demorada.  

Cognitivo-Construtivista

Ela linha, basicamente, interpreta além do que se pensa, fala e faz, questões relacionadas com o sistema nervoso central em situações normalmente relacionadas apenas a questões psicológicas.

Essa linha terapêutica é recomendada para pessoas que tiveram lesões ou sofreram danos no cérebro, ou passam por problemas degenerativos. Também é utilizada para exercitar o cérebro. 

Analítico-Comportamental

Usa reforços positivos para lidar com comportamentos repetitivos e que trazem prejuízos ao cotidiano do paciente. Ligada ao Behaviorismo, interpreta, monitora e modifica relações com o ambiente.

É uma linha terapêutica excelente para tratar graves distúrbios como pânico, ansiedade, depressão, dependência química, fobia social entre outros. 

Cognitivo-Comportamental

Busca alterar pensamentos que atrapalham a vida do paciente, para modificá-los. Baseia-se na ideia de que o pensamento pode ser modificado com treino e relações funcionais sobre o que traz sofrimento.

É utilizado de forma pontual, principalmente em casos variados, desde conflitos de imagem, até casos de psicopatia. Também é uma ótima linha terapêutica para o tratamento de distúrbios. É importante ressaltar que costuma ser um tratamento longo e precisa de persistência do paciente. 

Psicodrama

O psicodrama é utilizado em terapias em grupo, e nele os participantes debatem e avaliam acada situação. O paciente é confrontado pelo problema e cada um expressa com se sentiu com o processo, expressando emoções. É possível participar apenas como observador, portanto indicado para todo tipo de conflito, como os familiares, por exemplo. Tem duração variável. 

Técnica de Sessões Estruturadas de Psicoterapia

É utilizada para tratar um comportamento específico, contribuindo com orientações pontuais. Tem aplicação rápida e direta. E se destina a resolver problemas com instruções capazes de trazer benefícios ao paciente, de modo breve. 

4) Qual Técnica Escolher

Cada linha tem seu benefício e suas aplicações. Existem inúmeras técnicas, algumas bastante funcionais, outras mais analíticas. Algumas irão funcionar com um determinado paciente, outros não.

O que mais importa é você se identificar e confiar no psicólogo que irá guia-lo pelo processo terapêutico. As pessoas possuem sua própria individualidade e familiaridade, portanto é natural que elas respondam melhor a um determinado processo terapêutico. Respeitar a si mesmo é parte do processo e da cura de toda terapia.

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Autora: Thaiana F. Brotto (Psicóloga CRP 06/106524)
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