Relacionamento entre mãe e filha: 6 conflitos comuns

Relacionamento entre mãe e filha: 6 conflitos comuns

A difícil tarefa de manter saudável o relacionamento entre mãe e filha

Talvez o tema cause estranheza, no entanto, o assunto é recorrente em consultórios psicológicos e nas conversas entre amigas. De fato, o relacionamento entre mãe e filha apresenta desafios subjetivos e pode, em alguns casos, ser marcado pela severidade.

Apesar de muito se esperar e exigir de um relacionamento entre mãe e filha, nem sempre vemos a cumplicidade esperada. Não são poucas as mães e filhas que relatam dificuldades no relacionamento. A relação entre ambas não se limita ao apoio e compreensão incondicional. Mães e filhas são humanas e como tal, enfrentam dilemas e paradigmas.

Os paradoxos do relacionamento entre mãe e filha

O relacionamento entre mãe e filha pode enfrentar sentimentos nocivos, mesmo que permaneçam em nível inconsciente. O julgamento, a culpa, a competição, a negação, a raiva podem permear essa relação.

A liberdade, a juventude, as descobertas trazem um sentimento de falta de controle à mãe, que é lembrada de seu papel de matriarca. O crescimento da filha traz a constante lembrança de que o tempo passou. Isso quer dizer que, a filha conquistando autonomia e maturidade, mostra à mãe, que não está ali para realizar seus sonhos, nem viver o que foi sonhado para ela.

Nesse conflito entre amor e ódio, elas irão se dilacerar até encontrarem seus novos papéis. Mesmo que isso resulte em afastamentos parciais ou definitivos, destruindo por completo o relacionamento entre mãe e filha.

Mas é possível tirar proveito desse comportamento, somando habilidades, com compreensão e respeito, fazendo da autonomia de cada mulher, um reforço extra. Isso é, despertando seu poder criativo e regenerativo. Confira nossas dicas para melhorar o relacionamento entre mãe e filha:

1) Conheça sua personalidade e de sua mãe/filha

Conhecer a si mesmo é fundamental para tomar decisões e observar com lucidez os relacionamos. E se temos o poder de mudar a nós mesmos, é justo pensar que as mudanças virão com o autoconhecimento.

Todos os relacionamentos exigem mudanças. E um relacionamento entre mãe e filha não seria diferente.

Observe suas reações e os padrões que assumimos para obter o que queremos. Ao identificar, mude o que gera conflitos.

2) Relacionamento entre mãe e filha precisa de limites

Não é por serem mãe e filha que tudo deverá ser dito. Existe um certo limite entre mãe e filha, principalmente porque vocês não são apenas “amigas”.

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Por mais que possam confiar uma na outra, sempre há um certo julgamento e críticas por trás das palavras de uma mãe, assim como a sensação de ser castrada ou controlada por parte da filha. Por isso, respeite o limite imposto pela relação, pelas gerações e diferença de idade.

3) Busque se superar em qualquer idade

Não importa se você é mãe ou filha, sempre podemos ser melhores em algo. Podemos viajar mais, ler mais, estudar algo novo, aprender a dançar… Ao cuidar de si mesma, a opinião dos outros não irá nos desestabilizar com facilidade.

Quando temos certeza do que gostamos e queremos, é mais fácil ser admirada e respeitada. No relacionamento entre mãe e filha isso é fundamental para que cada um tenha autonomia em sua própria vida.

4) Realizem alguma atividade de lazer juntas

Descubra alguma atividade de lazer que vocês tenham interesse em comum. Pratiquem uma caminhada, façam aulas de dança, aulas de canto, saiam às compras, qualquer coisa que traga prazer para a relação de vocês.

5) Respeite o espaço uma da outra

Saibam identificar o espaço e entender onde começa a liberdade da outra. Respeite tanto o espaço de cada quanto as preferências pessoais, o modo de fazer as coisas e opiniões alheias. Faça do seu jeito na sua casa, e na casa dela, respeite o modo dela, mesmo que não concorde. É o respeito às diferenças que promove a boa convivência.

6) Melhore a comunicação

Vocês não compartilham do mesmo vocabulário, nem da mesma cultura. São gerações diferentes e o mesmo acontecerá com seus filhos. Logo, a forma como nos comunicamos não é a mesma e muitos conflitos surgem justamente pela dificuldade de uma comunicação e de oferecer uma escuta ativa.

O desejo de felicidade deve ser sempre maior do que o instinto de superproteção. O que importa é respeitar as formas como lidamos com o mundo e as pessoas.

Autor: Thaiana Brotto (Psicóloga CRP 06/106524)
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