O que são doenças psicossomáticas

Doenças psicossomáticas

Corpo e mente estão interligados, isto já é comprovado. Isso é chamado de doenças psicossomáticas. Leia o texto e entenda como isso funciona.

As chamadas doenças psicossomáticas, de acordo com os psicólogos e psicoterapeutas, são aquelas patologias que possuem características e origem comum: a mente. Elas tornam-se manifestas no corpo sob diversas formas e geralmente ocasionadas por questões emocionais não tratadas, distúrbios psíquicos, fobias, depressão, entre outros.

Na verdade, a sua descoberta pode ser bem anterior à sua contrapartida histórica moderna, na qual podemos encontrar resquícios em antigos textos de medicina, como gregos, indianos, chineses e egípcios. Com o passar do tempo, estas análises científicas perduraram e hoje temos ramificações terapêuticas para tratar especificamente sobre alguns dos males que tanto acometem a nossa vida moderna.

Segundo a medicina da mente, o corpo é um organismo que reflete aquilo que o intelecto pensa ou processa. Parece simples, não é mesmo? Então leia o texto e veja como isso funciona.

Qual é a origem das doenças psicossomáticas?

Se a origem de algumas doenças tem sua causa no mental e emocional, por que existe esta pré-disposição do corpo em ceder aos impulsos do inconsciente? Segundo os psicólogos, estes impulsos seriam como formas interpretativas que o nosso organismo faz, referente ao sistema nervoso, à qual exerce função imediata à todo o restante do corpo, como uma cadeia de informações. Um contrapeso negativo pode levar a pessoa a condições nervosas propícias à enfermidades.

Por exemplo, em situações de estresse, nosso organismo tende a bombardear nosso corpo com hormônios afim de nos preparar para encarar a situação. Quando essa situação é muito duradoura, desequilíbrios físicos começam a surgir e nos deixar propício a desenvolver doenças psicossomáticas. Essa situação vale para todo o tipo de sentimento, como fobias, tristeza etc.

No entanto, existem alguns graus de sintomas que se desencadeiam, ora de forma violenta, ora estável, dependendo das condições psicossomáticas. O fato é que tudo o que repercute em nosso corpo, anteriormente é registrado no nosso inconsciente.

Então vimos que as doenças psicossomáticas são causadas pelas condições emocionais ou mentais que nosso inconsciente envia como mensagens para o nosso sistema nervoso e que podem ser expressas como dor, pesar, ansiedade, raiva, medo, insegurança. Desta forma, os estados instintivos da mente podem produzir reações que liberam informações, afetando diretamente alguns órgãos e sistemas físicos.

Para uma pessoa com alta frequência de negatividade, pessimista, contrariedade em relação a si ou a alguma situação externa, termina por absorver e desenvolver involuntariamente uma doença psicossomática. Ela sempre será aquela que, apesar de receber tratamento médico convencional, estará sempre sujeita às mesmas doenças, sem saber o por quê. Mesmo os quadros clínicos mais tradicionais, às vezes não encontrarão uma origem determinante.

“Psicossomático” significa, no grego, “alma” (psique) e corpo (soma), portanto: a doença que tem origem na “alma” ou “mente” e termina em se manifestar em nosso organismo. O poder das fortes emoções, dos sentimentos reprimidos e dos pensamentos negativos são capazes de colocar em desarmonia e instabilidade qualquer organismo.

Quais são os tipos de doenças psicossomáticas?

Como essas doenças são manifestações do nosso inconsciente, precisamos saber que tipos determinantes estão relacionadas com quais doenças. A presença de alguns sintomas ajudam ao profissional realizar uma avaliação real do problema, assim como saber qual método poderá ser melhor indicado, tanto para o estado emocional quanto para o processo já desencadeado.

>>>Leia também: Como lidar com a descoberta de uma doença.

Existem somatizações mais comuns, que vão desde a depressão, ansiedade e estresse. Muitas vezes, estas causas são originadas por múltiplos fatores, como bullying, síndromes como de burnout, excesso de trabalho, traumas, fobias, violência psicológica, vícios etc. Para conseguir determinar a origem das doenças psicossomáticas, é preciso considerar:

  • História de vida da pessoa e da família, rever traumas e questões não resolvidas.
  • Autocrítica, cobrança consigo mesmo.
  • Depressão e ansiedade.
  • Fobias e agressividade.

A partir destas causas é possível elencar as seguintes somatizações:

  • Aparelho digestivo: intestino preso, gastrite, problemas renais e úlcera.
  • Aparelho circulatório: pressão alta ou baixa, problemas cardíacos, varizes.
  • Aparelho respiratório: tosse, alergias, bronquite e asma.
  • Aparelho endócrino: obesidade, disfunções hormonais, problemas de pele.
  • Aparelho reprodutor: impotência, infertilidade e disfunções.
  • Aparelho locomotor: dores musculares, problemas nos ossos e tendões.
  • Sistema nervoso: dor de cabeça, enxaqueca e depressão.

Com isso temos um panorama das manifestações físicas relacionadas com questões de sentimentos negativos, tensões e problemas psicoemocionais em diferentes sistemas do corpo.

Como tratar uma doença psicossomática?

No momento em que reprimimos as nossas emoções, elas vão sendo armazenadas em algum lugar no inconsciente e são “transbordadas” em algum órgão ou sistema mais propenso. Quando tratamos unicamente do aspecto físico e não tratamos a causa, há uma grande chance de que esse problema volte a ocorrer.

Desta forma, encontrar a origem e chegar ao problema real é a competência do profissional que auxiliará na solução dessas doenças. Esse diagnóstico é importante para entendermos melhor como funcionam os sintomas das doenças psicossomáticas.

O tratamento destas doenças envolve a medicação para amenizar momentaneamente os seus sintomas físicos e também controlar e desatar os nós de questões emocionais. Em geral, é preciso que haja um médico especialista do mal físico e um psicólogo que possa ajudá-lo a compreender a origem da enfermidade.

Saiba mais dicas para compreender as doenças psicossomáticas e seus transtornos. Se você sofre ou já teve algum sintoma somatizado, não hesite em procurar tratamento para estas situações, com algum psicólogo!

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Autora: Thaiana F. Brotto (Psicóloga CRP 06/106524)

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