Como a dependência química afeta as relações de trabalho

Categoria dos serviços da psicóloga: clínica de psicologia
Dependência Química e Relações no Trabalho, consultório do psicólogo em São Paulo

Entenda como a dependência química e trabalho são antagônicas.

Diariamente vários trabalhadores são afastados do seu emprego em razão da dependência química. As clínicas de saúde e consultórios de psicologia vem atendendo um número cada vez maior de casos no país.

Isso acontece não apenas pela facilidade do acesso às substâncias mas também pela falta de preparo das empresas para lidar com a dependência química. Parte desse problema se deve aos tabus e a má-informação difundidas tanto acerca da prevenção e quanto ao método de controle e combate ao abuso de drogas.

Uma informação importante, por exemplo, é que a dependência química normalmente não é provocada pela droga em si. Outras razões que existem por trás como transtornos psicológicos podem levar à compulsão do uso de substâncias e, por consequência, à dependência química.

Como a dependência química afeta o trabalho

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A dependência química é uma doença incurável e que pode afetar diretamente as suas relações com o trabalho, com a família e demais círculos sociais. Se não tratada ela é progressiva, ou seja, o consumo aumenta e pode gerar problemas ainda maiores como físicos, psicológicos e sociais. Há casos em que ela leva ao óbito. Mas é importante ressaltarmos que, apesar de incurável, ela pode ser tratada e o indivíduo pode ter uma vida normal.

Por falta de conhecimento, as empresas, ao invés de tratarem do assunto com procedimentos de cuidados com a saúde da pessoa, emitem decisões e preceitos que fogem das questões de prevenção e tratamento da dependência química. A falta de informação é a maior vilã, pois todos saem perdendo, tanto empregadores quanto os funcionários.

A discussão sobre dependência química não apenas envolve questões de trabalho, mas também de saúde pública. Para um tratamento eficaz é necessário que seja completo, ou seja, tanto na esfera física quanto na psicológica e social.

O número de dependentes químicos cresce a cada ano. Como dito antes, problemas de stress e transtornos são grandes catalisadores para o desenvolvimento da doença. E assim como aumentam o surgimento de problemas psicológicos devido a nossa rotina cada vez mais exigente, é natural que a quantidade de dependentes aumente.

Todos saem prejudicados na dependência química, incluindo o ambiente de trabalho. Dentre as principais consequências da dependência química são:

Absenteísmo: faltas contínuas não avisadas com antecedência, recorrente pedido de licenças por doenças, ausências durante o trabalho, atrasos etc.

Perda da produtividade: atraso e lentidão na execução de tarefas, dificuldades para autoanálise e reconhecer erros, perda de expectativa de produção, descuidos etc.

Dificuldades nas relações interpessoais: mudança de humor repentina, dificuldade de receber críticas e sugestões, nervosismo e agressividade etc.

Falta de autocuidado e problemas pessoais: problemas na autoestima, higiene e aparência pessoal, distúrbios do sono, mudança de hábitos alimentares, ansiedade, depressão, estresse etc.;

Acidentes de trabalho: precaridade no uso de equipamentos e instrumentos de trabalho.

Formas de tratamento e prevenção da dependência química

Algumas drogas são lícitas como o álcool e alguns remédios. O álcool apresenta no dependente, sérios prejuízos psicológicos e relacionais a longo prazo. No entanto, as drogas que são chamadas de ilícitas (como os psicoativos), caracterizam prejuízos psicológicos a curto prazo.

Entre as formas de tratamento que os empregadores podem utilizar para prevenir e cuidar da dependência química é a conscientização e disseminação de informação correta, em primeiro lugar. Investir em iniciativas de prevenção é manter a saúde social em conformidade com as diretrizes internacionais.

Em segundo lugar, reconhecendo o problema, a pessoa deverá ser indicada para o profissional da saúde, psicólogo, médico do trabalho ou assistente social.

Mesmo que o consumo abusivo de drogas ainda seja alto e envolva as relações de trabalho, os profissionais de saúde ocupacional devem enfrentar a complexidade do problema de forma individual.

Para o dependente químico receber um tratamento adequado, ele precisa ser atendido nas 3 esferas: psicológica, física e social. Por isso é preciso uma equipe multidisciplinar que o ajude a lidar com esse problema. Neste caso, a psicoterapia é indicada para tratamentos de dependentes químicos cuja atuação multidisciplinar gera um acompanhamento profissional adequado ao indivíduo e à família.

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Autora: Thaiana F. Brotto (Psicóloga CRP 06/106524)
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