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Guia para lidar com a depressão quando se tem filhos

Guia para lidar com a depressão quando se tem filhos

Criar filhos já é um desafio. Quando se tem alguma condição de saúde mental, a situação fica ainda mais complicada.

Entre as preocupações dos pais com depressão estão o impacto da doença nos filhos e a sua capacidade de cuidar deles nessas condições.

O estigma acerca da depressão também é outro fator que pode afetar a sua autoconfiança. Afinal, é esperado que pais, especialmente as mães, estejam aptos a cuidar dos filhos em quaisquer situações.

É uma cobrança silenciosa (às vezes, não tanto assim) da sociedade e parentes.

Pais com depressão podem ser vistos como “preguiçosos” e “irresponsáveis” quando a complexidade da depressão não é compreendida e gerar comentários desagradáveis.

Essas palavras dolorosas infelizmente acabam acentuando os sintomas dessa condição.  

Embora essa seja uma situação difícil, não precisa ser assim tão turbulenta. Hoje, existem muitos recursos aos quais pais depressivos podem recorrer para cuidar da saúde mental e, ainda, equilibrar a gestão dos sintomas e a criação dos filhos no dia a dia.

Desafios de lidar com a depressão quando se tem filhos

A depressão não é uma condição simples. Nem todas as pessoas depressivas experimentam os mesmos sintomas, embora alguns deles estejam presentes em muitos quadros clínicos.

Do mesmo modo, a maneira como a depressão afeta a criação dos filhos depende do caso de cada pai e mãe. 

Cada indivíduo precisa se conhecer para determinar quais sintomas depressivos são mais acentuados em seu comportamento.

A partir dessa autoavaliação, é possível especificar como eles impactam os relacionamentos com os filhos e demais pessoas do seu círculo social.

Abaixo, esclarecemos diferentes formas como a depressão impacta o comportamento dos pais e, consequentemente, o dos filhos.

1.     Encurta o tempo com os filhos

Quando pais precisam lidar com a fadiga crônica, desânimo e vontade de se isolar, sobra pouco tempo e energia para se dedicar aos filhos.Eles já têm dificuldades para completar

tarefas domésticas simples. Cuidar das necessidades básicas dos filhos, então, pode ser exaustivo! 

A consequência disso é um tempo mais curto com os pequenos e um possível enfraquecimento do laço entre pais e filhos nesse período.

Crianças com pais depressivos tendem a aprender a se virar sozinhas mais cedo. 

2.      Piora a gestão do estresse

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A capacidade de lidar com as emoções e o estresse é reduzida quando se tem depressão. Pequenos desentendimentos ou imprevistos são interpretados como um grande inconveniente.

A falta de energia também impede que a pessoa depressiva tenha a disposição necessária para gerir acontecimentos negativos. Logo, a presença do estresse costuma ser uma constante em sua vida.

Como as crianças aprendem muito com os pais, elas podem ver a maneira pouco saudável com que lidam com o estresse e imitá-los.

3.     Aumenta o sentimento de culpa

Pais com depressão normalmente sabem até certo ponto que seu comportamento impacta os seus filhos negativamente. Assim, a tendência é se culparem por não estarem fazendo um bom trabalho ou não serem bons exemplos.

É igualmente comum que pensem nas dificuldades futuras que os filhos poderão enfrentar por conta da sua depressão. Dessa maneira, começam a acreditar que a sua forma de cuidar deles é pior que a realidade.

4.     Incentiva padrões de conduta negativos

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Por conta da depressão, os pais acabam desenvolvendo padrões de conduta nocivos à sua saúde mental.

Por exemplo, por acreditarem ser os responsáveis pela infelicidade e problemas dos filhos, têm dificuldade de estabelecer limites eficientes para comportamentos comuns, como birra e rebeldia adolescente.

Além disso, a sua ansiedade é tão visível que “passa” para as crianças. Basicamente, elas não aprendem a lidar com obstáculos e frustrações de maneira eficiente ao observarem a falta de jeito dos pais.

Dicas de como os pais podem lidar com a depressão

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A chegada e o crescimento de um filho são experiências maravilhosas para a maioria das pessoas, mas elas também podem despertar uma série de emoções negativas.

Às vezes, a sensação de desesperança ameaça invadir a sua mente e criar cenários catastróficos envolvendo você e a sua família. Em outras, a fraqueza pode ser tão intensa que até sair da cama e atender aos cuidados das crianças parece uma missão impossível.

Não se culpe se você começou a se sentir deprimido em algum ponto durante a paternidade ou maternidade. Embora você tenha uma responsabilidade com a sua família, você também é humano e pode ficar cansado, estressado e doente de vez em quando.

Além disso, saiba que a experiência de cuidar dos filhos quando se é depressivo não precisa ser carregada de culpa, preocupação, medo e desesperança. Você pode buscar ajuda e, aos poucos, recuperar o seu bem-estar emocional. O relacionamento com os seus filhos vai melhorar à medida que você começar a se sentir bem. 

1.     Procure ajuda profissional

A primeira coisa a fazer quando existe a suspeita de depressão é buscar ajuda profissional para confirmar o diagnóstico e iniciar um tratamento. Essa condição pode se agravar com o tempo e debilitar pessoas depressivas por completo.

A falta de entusiasmo pela vida e cansaço imensurável inviabilizam a execução das atividades mais simples.

Pessoas depressivas perdem a vontade de levantar-se da cama, trabalhar, se relacionar, cuidar da higiene pessoal e, enfim, cuidar dos filhos.

Ao procurar a ajuda de um psicólogo, você vai perceber que cuidar dos filhos mesmo quando se tem depressão pode se tornar simples com o tempo.

A sua família também vai se beneficiar de um ambiente familiar mais positivo e agradável.

2.     Encontre ajuda para seus filhos

Os seus filhos também podem precisar de ajuda psicológica. Um profissional com compreensão da psique de crianças e adolescentes pode aliviar seu sofrimento emocional, além de ajudá-los a entender os pais.

Um psicólogo pode ensinar seus filhos, por exemplo, o que é depressão e como os sintomas impactam a vida das pessoas.

Dessa forma, a sensação de que podem ter feito algo errado para deixar você bravo com eles é minimizada.

Não é raro crianças e adolescentes terem essa percepção diante das reações explosivas ou desinteressadas dos pais. Afinal, não tem como eles saberem o que os pais estão pensando.

A terapia para os filhos também pode ajudá-los a administrarem emoções e quebrarem padrões comportamentais improdutivos, adquiridos dos pais mediante observação. Passar pela experiência de ter um pai ou mãe depressivo(a) fica mais fácil com essas habilidades socioemocionais.

3.     Encontre felicidade nas pequenas coisas

Tanto a maternidade quanto paternidade são compostas de pequenas felicidades. Os primeiros sorrisos, os primeiros passos, a primeira palavra, o primeiro dia de aula… Esses momentos aquecem o coração e acontecem somente uma vez, por isso, procure aproveitá-los.

Tente identificar as pequenas alegrias no seu cotidiano e na relação com seus filhos, familiares, cônjuge e amigos, principalmente quando a depressão estiver ameaçando sobrecarregar o seu emocional. 

Outra dica é apreciar os momentos ao lado de seus filhos, como jogar um jogo de tabuleiro, caminhar pelo quarteirão, observar os animais que visitam seu jardim, assistir a um filme alto-astral, entre outros.

As crianças vivem no momento e se alegram com pouco. A simplicidade delas é uma lição valiosa para os adultos.

4.     Peça por orientação de como cuidar dos filhos

Pais depressivos podem se beneficiar de orientações específicas acerca dos cuidados com os filhos. Um psicólogo pode ajudar pais e mães a compreenderem como as crianças e adolescentes se comportam e como desenvolver um modelo de criação efetivo para as características da sua família.

Livros sobre paternidade, maternidade e saúde mental, aulas ministradas em hospitais e grupos de apoios de mães com reuniões presenciais e virtuais também são opções de lugares onde você pode encontrar informações pertinentes sobre o assunto.

5.     Não se limite

Guia Completo de Como Selecionar seu Psicólogo

Se você é daqueles que gosta de entender tudo nos mínimos detalhes, então esse guia é para você! No guia completo você vai conhecer todo o processo desde onde procurar e selecionar um psicólogo, como é a primeira consulta, como se preparar para a terapia, como é o processo terapêutico e até como avaliar os resultados.

COMO SELECIONAR O SEU PSICÓLOGO

A depressão pode fazer você se sentir limitado. Ao ver os outros esbanjando felicidade enquanto vivem suas vidas, pode parecer que só você não consegue ser feliz.

Por que parece que só você tem dificuldade com coisas simples e não consegue ver o lado bom da vida?

Quando pensamentos como esses começarem a rondar a sua mente, se lembre que as suas “limitações” são decorrentes dos sintomas da depressão.

E a depressão é uma doença assim como muitas outras. Em outras palavras, essas limitações podem ser vencidas com o tratamento adequado.

Então, não se coloque numa posição de pessoa limitada! Se quiser passar tempo com seus filhos, faça isso.

Se quiser fazer algo diferente para diversificar a rotina, faça isso. Mesmo se você acredita não possuir energia o suficiente para realizar as suas vontades, se dê uma chance de tentar.

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*Os textos do site são informativos e não substituem atendimentos realizados por profissionais.

Sobre Thaiana Filla Brotto

Thaiana é psicóloga e CEO do consultório Psicólogos Berrini. Psicóloga formada em 2008 pela PUC-PR, com pós-graduação pela USP em Terapia Comportamental e pós-graduanda em Terapia Cognitiva Comportamental pelo ITC. Thaiana Brotto é registrada no Conselho Regional de Psicologia sob o número 06/106524

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