Como conviver com pessoas com problemas psicológicos graves

Categoria dos serviços da psicóloga: clínica de psicologia

Conviver com pessoas com problemas psicológicos deve ser aprendido para evitar complicações

A pessoa que possui transtornos psicológicos tem uma forma muito particular de enxergar o mundo e interpretar a realidade. E isso afetará a maneira como ela se relaciona com outras pessoas. Por esta razão, as pessoas ao redor, parentes e amigos precisam saber como conviver com pessoas com problemas psicológicos graves. As pessoas que estão próximas devem ter nas mãos informações sobre o que fazer, como se comportar e como ajudar alguém.

Para isto, a psicologia orienta algumas dicas de como conviver com pessoas com problemas psicológicos. Lembrando que cada transtorno pode ter dicas específicas. Por exemplo, a maneira como você age com uma pessoa que está em estado de choque é diferente de quem possui uma depressão grave. Por isso a orientação de um psicólogo é fundamental.

Convivendo com pessoas com problemas psicológicos

Viver com uma pessoa com problemas psicológicos pode ser algo muito difícil para quem não está acostumado. A dor e o sofrimento de ver um ente querido ou uma pessoa amiga com estados de depressão, por exemplo, pode causar sensações de desamparo, impotência e perda.

Uma das melhores formas de equilibrar os problemas psicológicos de uma pessoa e o seu próprio bem-estar é entender quais são os sintomas que a aflige.

É possível contribuir de forma assertiva com estas situações, juntamente com as orientações de psicólogos e recomendações médicas. Tais dicas são muito importantes tanto para a pessoa que ajuda quanto para quem possui estes problemas.

1. Conheça os problemas psicológicos

Aprenda sobre o transtorno. Isso é muito importante, pois, a maneira que você lida com uma pessoa com transtorno bipolar em surto, por exemplo, é completamente diferente da forma de lidar com um autista na mesma situação.

Saiba que sentimentos e pensamentos negativos repetitivos como tristeza, medo, traumas e ansiedade não diminuirão a sua intensidade enquanto a pessoa não faz um tratamento adequado. E quem não busca tratamento pode piorar o seu problema. É importante lembrar que estamos dando apoio a essa pessoa, mas não podemos promover a cura.

Quando não temos informações sobre estes problemas, pode gerar um clima de estranhamento e dúvida em relação ao paciente. Uma pessoa com depressão pode apresentar irritabilidade e ter comportamentos bem desagradáveis. Mas quando entendemos que isso é por causa da doença, temos recursos para lidar melhor com essa situação de modo a reduzir danos para todos.

2. Nunca duvide dos transtornos

Para diagnosticá-los é importante que com a ajuda profissional saiba identificá-los e tratá-los devidamente. A pessoa que passa a duvidar destes transtornos, minimizando suas causas e efeitos, irá prejudicar a saúde mental de quem está acometido pelo problema.

Há pessoas que podem ter problemas de comportamento gravíssimos. Quando duvidamos do problema dela, julgando como defeitos de caráter, apenas agravamos a situação. E pior, a deixamos isolada e a fazemos sentir culpa, o que por fim diminui as chances dela procurar tratamento adequado.

3. Estimule e converse com sua família

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A família tem um papel fundamental na reabilitação de uma pessoa com problemas psicológicos graves. Inclusive, há situações em que a pessoa está tão debilitada que é responsabilidade da família levá-la ao tratamento.

É necessário que a família deixe de lado as questões pessoais, intrigas e discordâncias e enxergar que existe algo além destes problemas de relação. Quando a família passa a oferecer um ambiente de carinho e conforto faz com que o paciente se sinta mais acolhido.

E como conviver com pessoas com problemas psicológicos é algo sério, nada melhor do que seus entes queridos que o cuidem como fator positivo e complemento ao tratamento.

4. Não se sobrecarregue

Como conviver com pessoas com problemas psicológicos requer cautela da família, os cuidadores devem entender que não podem ser afetados em sua vida. Essa cautela tem a ver com a quantidade e excesso de cuidados que são oferecidos ao paciente.

Isso porque é comum encontrar casos em que parentes e amigos acabam limitando as suas próprias vidas. Elas se tornam também vítimas dos casos, alterando radicalmente seu modo de vida, entregando-se totalmente aos cuidados com o paciente.

Há casos em que as pessoas também podem ficar doentes e entrar em depressão ou estresse. Ter um ente querido com problemas psicológicos graves pode gerar muito sofrimento. Com o passar do tempo, sem o devido equilíbrio, o cansaço e a rotina vão causar sentimentos de culpa e limitações.

5. Mantenha sua independência

Evite superproteger o paciente. Quanto mais torne a pessoa responsável por suas atividades, melhor será para manter sua autonomia. Ofereça mais qualidade de vida a ela dando-lhe coisas para que possa se ocupar.

6. Não julgue ou estigmatize

É comum ter a tendência de estigmatizar o paciente com alguma espécie de culpa por seu quadro atual. Não julgue ou culpe o paciente por seus comportamentos problemáticos. Evite o silêncio que existe entre você e a pessoa doente. O silêncio, a ausência de entendimento, impede que se faça um tratamento adequado.

7. Seja assertivo

Permita que a pessoa doente possa saber que você se importa com o que está acontecendo com ela. Deixe-a falar sobre o que ela sente e pensa. Permita que ela se expresse de forma tranquila e não nervosa, ouvindo atentamente as suas aspirações e desejos. Evite forçá-la a falar ou desagrade discordando agressivamente.

8. Evite o isolamento

O isolamento não é bom nem para o paciente, nem para quem cuida. Quanto mais familiares, amigos e grupos de apoio estiverem presentes, melhor. Busque grupos de apoios de pessoas na mesma situação. Conversar e compartilhar sempre ajuda.

Procure um suporte profissional. Para estes casos, as terapias familiares são benéficas porque reúnem as pessoas que estão envolvidas no caso. Saber como conviver com pessoas com problemas psicológicos é permitir e proporcionar uma ótima oportunidade construtiva de apoiar uma pessoa que necessita de ajuda.

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Autora: Thaiana F. Brotto (Psicóloga CRP 06/106524)
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