Suicídio

Suicídio Terapia

Este tema tem sido falado cada vez mais na mídia e em outros ambientes do nosso cotidiano, apesar de por outras vezes ser um assunto velado. Por conta dessa falta de clareza sobre o tema e sobre o acontecimento em si, a falta de informação também se torna outro problema para a sociedade. Sem contar, na dificuldade que a pessoa que já tentou cometer suicídio tem de falar sobre o assunto.

O suicídio está presente na maioria dos casos de depressão e em casos de abuso de substâncias químicas. Há relatos de pessoas que tentaram se suicidar e após o evento, a mesma afirmar que não se lembra de ter tentado o suicídio. Ou seja, o risco aumenta devido a essa informação.

Existem variáveis psicológicas que facilitam o ato suicida. Essas variáveis são de origem cognitiva, afetiva e/ou comportamental e são passíveis de serem modificadas por meio de intervenções psicoterapêuticas focadas. Ou seja, as psicoterapias que seguem uma abordagem mais objetiva como a psicoterapia comportamental e cognitivo-comportamental.

A seguir, seguem cinco classes de variáveis psicológicas que são consideradas:

    • Desesperança: altos níveis de desesperança que acontece frequentemente, independente do nível dos sintomas depressivos, costumam estar associados com altos níveis de intenção suicida.
    • Cognições relacionadas ao suicídio: a simples ideia de se matar e/ou a intenção podem ser preditores de tentativas e mortes por suicídio.
    • Impulsividade aumentada: este fator de vulnerabilidade pode fazer parte da própria personalidade do indivíduo, sendo considerada um traço, caracterizando-se por uma ênfase no presente, rápida tomada de decisão, falha em considerar as consequências de suas ações, desorganização e/ou incapacidade de planejar.
    • Déficits na resolução de problemas: o fato do indivíduo ter dificuldade em vislumbrar alguma outra saída para as circunstâncias de sua vida, pode facilitar o ato suicida.
  • Perfeccionismo: esta dimensão interpessoal que envolve percepções da própria necessidade e habilidade de atender aos padrões e expectativas impostos pelos outros também facilita o ato. O perfeccionismo costuma gerar estresse acentuando a aversão ao estresse ou ameaça, ou focando a atenção do indivíduo em falhas ou fracassos ao invés de focar nas suas capacidades e sucessos.

Tratamento

De acordo com o texto acima, encontramos algumas variáveis psicológicas que colocam os indivíduos em risco de ativar esquemas negativos associados a transtornos psiquiátricos e a atos suicidas. O tratamento é composto por técnicas e estratégias de enfrentamento a esses esquemas de forma objetiva, devido ao alto risco que o paciente corre com esses esquemas. E por muitas vezes, existe a necessidade de intervenção de fármacos para o sucesso do tratamento.

Autora: Leticia Merschmann (Psicóloga CRP 06/114273)

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