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7 mitos sobre suicídio que prejudicam o acesso à informação

7 mitos sobre suicídio que prejudicam as pessoas

Entenda os fatos por trás dos mitos sobre suicídio para poder ajudar alguém a lidar com isso.

O suicídio é o ato de tirar a própria vida e, na grande maioria das vezes, surge como resultado da depressão ou outros transtornos psicológicos e emocionais. No entanto, pouco é falado sobre esse tema porque ainda existem muitos tabus em torno dele, e, segundo o que apontam os psicólogos, por isso, também, existem muitos mitos sobre suicídio.

No Brasil, o índice de casos de suicídio vêm aumentando gradativamente, principalmente entre jovens das grandes cidades brasileiras.

Isso quem mostra é a pesquisa da Universidade Federal de São Paulo, publicada pela Revista Brasileira de Psiquiatria. Ela aponta um aumento da taxa de suicídio de 24% entre adolescentes no Brasil. Isso é corroborado com os dados do SUS (Sistema Único de Saúde) e do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Desvendando os mitos mais comuns sobre suicídio

Para a psicologia, quando alguém pensa em suicídio é sinal de que essa pessoa está sofrendo profundamente, seja com depressão ou com angústias e conflitos internos, e deve procurar ajuda. Os mitos sobre suicídio são perigosos porque, muitas vezes, impedem que uma pessoa entenda que precisa de ajuda e que possa receber a ajuda necessária.

Desmistificar os mitos sobre suicídio pode, portanto, ajudar a sociedade a perceber a importância de ser solidário com quem está em risco. Também mostra o valor de procurar ajuda de um psicólogo, além de mostrar às pessoas a relevância de enfrentar seus desafios e sofrimento. 

O objetivo desse artigo é justamente desmistificar alguns dos mitos mais comuns sobre esse tema e levar acesso à informação para o maior número possível de pessoas.

Mito 1: Se uma pessoa deseja a morte, não há nada que você possa fazer por ela

Valor Consulta Psicóloga Vânia






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Quem comete suicídio normalmente relatou a alguém que sente que a vida não vale a pena ou que não vê mais perspectiva de futuro. Se essa fala tivesse sido levada a sério, talvez essa morte pudesse ter sido evitada. É claro que não podemos obrigar o outro a seguir os nossos conselhos, mas instruir e incentivar a buscar ajuda é possível e traz efeito positivo.

Portanto, é de vital importância levar a sério qualquer pessoa que fale em suicídio ou que relate que está com pensamentos ruins, que se sente deprimido(a) e sem expectativas. Mesmo que pareça, a princípio, que a pessoa queira apenas um pouco de atenção, essa “atenção” não significa egoísmo, mas uma forma de ela extravasar seu conflito interior. E essa atenção pode ajudá-la a evitar que tire a própria vida.

Quando estamos atentos às pessoas que nos rodeiam podemos perceber comportamentos sutis de pessoas que possam ter ideias suicidas. Embora esses comportamentos muitas vezes possam ser completamente delicados, não deixe de se aproximar e oferecer ajuda, oferecer apoio e compreensão.

Mito 2: A pessoa tem que estar mentalmente muito doente para pensar em suicídio

Uma pessoa ter, em um momento da vida, pensamentos suicidas pode ser até normal. Na verdade, os psicólogos dizem que 1 em cada 6 pessoas já pensou em suicídio em algum momento de sua vida. Mas isso não significa que elas possuem algum tipo de transtorno. O problema está na intensidade e frequência em que ocorrem esses pensamentos.

Apesar de quem normalmente comete suicídio possui alguma disfunção psicológica, uma pessoa sem transtornos também pode tirar sua própria vida, por motivos pontuais e complexos.

Se alguém se sente com baixa autoestima, facilmente já se encontra em um quadro de ansiedade e até mesmo depressão. Então é importante estar atento para intervir e por meio de um profissional saber indicar o apoio certo nesse momento.

Mito 3: Falar sobre suicídio é perigoso, pois estimula as pessoas a tentarem

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O suicídio é um tabu que precisa ser quebrado com orientação necessária e acesso à informação. Na maioria das vezes, as pessoas que desejam cometer suicídio não querem preocupar os seus entes e amigos, primeiro para não preocupá-los e, segundo, para não ser julgado. Isso acontece porque essas pessoas não querem abrir o jogo sobre como se sentem por medo de como serão interpretadas e, portanto, preferem internalizar esses pensamentos.

No entanto, percebemos em consultório que quando perguntadas diretamente sobre o suicídio, na maioria dos casos, essas pessoas costumam argumentar que é um grande alívio poder falar sobre o que estão vivenciando naquele momento. 

Ao serem ouvidas e compreendidas se sentem mais esperançosas e menos inseguras. Os seus sentimentos serão validados e elas saberão que alguém se importa com elas. Assim, este mito de que falar sobre o suicídio é perigoso converte-se, na verdade, em um problema que poderia ser solucionado com diálogo e apoio emocional.

Mito 4: A maioria dos suicídios acontecem no inverno

Os Psicólogos

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EQUIPE DE PSICÓLOGOS

O suicídio é um fenômeno complexo, e não está relacionado diretamente às estações do ano e o clima mais frio e com menos luz. Em estatísticas gerais, a taxa de suicídios é mais comum até na primavera, e há picos perceptíveis de risco nas viradas de ano.

Não existe regra sobre o momento que uma pessoa, no ápice de seu sofrimento e angústia, decide cometer o suicídio. Também não existe condição financeira ou social que faça diferenciação. Quando uma pessoa se sente sem expectativas, deprimida e sem forças, não importa os bens materiais e os estímulos externos; o mundo dela transforma-se apenas no que ela sente e acredita.

Com isso, reforçamos indubitavelmente a importância da rede de apoio emocional, para fortalecer o bem-estar de quem está com pensamentos disfuncionais, e colaborar na hora de buscar a ajuda de um profissional.

Mito 5: Uma vez uma pessoa com pensamentos suicidas, sempre será suicida

A ideação suicida pode ocorrer em curto prazo e por situações específicas. Para os psicólogos, algumas das pessoas que cometeram suicídio, segundo seus familiares e amigos, não tinham um transtorno mental diagnosticável.

Assim, para aqueles que possuem algum tipo de transtorno mental, o tratamento adequado pode ajudar a reduzir os sintomas. O ato do suicídio, na maioria das vezes, é uma tentativa de dar fim ao sofrimento.

No entanto, pessoas que buscaram ajuda de pessoas próximas e de profissionais capacitados, perceberam que as ideações sumiram ao longo do tempo. Por isso a importância de falarmos sobre suicídio: é possível reverter completamente esse tipo de pensamento. Através do processo terapêutico, o paciente acessa ferramentas emocionais que lhe permitem compreender suas emoções e trabalhar a favor delas, e não ao contrário.

É sabido que uma pessoa que possui pensamentos suicidas pode igualmente viver uma vida longa e bem-sucedida. 

Mito 6: A maioria dos suicídios acontece de repente e sem aviso prévio

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Esse é um dos grandes mitos sobre suicídio. Segundo estudos e experiências clínicas de psicólogos que trabalham especificamente com essa demanda, sempre existem sinais de alerta, sejam eles verbais ou comportamentais.

Muitas pessoas costumam mostrar esses sinais de alerta às pessoas que são mais próximas a elas, mas esses sinais tendem a ser muito sutis e, em alguns casos, sequer são demonstrados conscientemente. Quando ouvimos o mito de que suicídios acontecem de repente, sabemos que é porque quem estava ao redor não conseguiu perceber a vulnerabilidade emocional daquela pessoa.

É claro que não é responsabilidade total de quem está ao redor evitar que alguém cometa suicídio. O que queremos explicar é que sempre existem sinais, mesmo aqueles sinais que pensamos “isso é coisa da minha cabeça”, também devem ser considerados e, por que não, questionados e discutidos abertamente? Qualquer pequeno indício de um possível suicídio precisa ser levado a sério e encarado com firmeza, sabedoria e maturidade emocional.

Mito 7: Pessoas que se suicidam são egoístas e medrosas, tomando o caminho mais fácil

Definitivamente, ninguém toma a decisão de tirar a própria vida simplesmente por escolher o caminho mais fácil, e sim para sanar o sofrimento intenso que está sentindo naquele momento. Essas pessoas sofrem de forma tão profunda que se sentem impotentes e sem esperança, e o que elas precisam é de acolhimento e compreensão.

Quando lidamos com alguém com tendência suicida, seja você um profissional da área, um familiar ou amigo, a primeira coisa que você precisa fazer é se comprometer a ouvir ativamente tudo o que aquela pessoa está sentindo, além de mostrar que está disposto a ajudar na resolução de seus problemas, conflitos e angústias, e que se compromete a encontrar novos caminhos para que essa pessoa possa percorrer.

Muitas vezes, apenas em escutar e deixar o outro falar fluidamente, é o suficiente para que esses pensamentos comecem a perder força e se dissipar.

Tratando o suicídio de forma madura e responsável

Os mitos que foram mencionados no decorrer desse texto são os mais comuns que ouvimos e temos acesso quando esse tema é discutido. Desmistificá-los pode permitir que a sociedade veja o problema por um ângulo diferente e que compreendam o que as pessoas pensam e sentem com empatia e compreensão.

Em muitos casos, essas estão sofrendo de uma doença mental ou estão sob extrema pressão e não possuem habilidades de enfrentamento saudáveis ​​ou uma estrutura de apoio mais forte. 

A sociedade não deve encarar o suicídio como tabu. O suicídio é uma realidade e, como tal, precisa ser levada a sério, com respeito e foco nas possíveis resoluções. A eliminação do estigma começa com a compreensão do motivo pelo qual o suicídio ocorre. Deve-se defender a conscientização da saúde mental em todas as esferas. Assim como cuidamos da nossa saúde física, a nossa saúde mental também precisa ser cuidada.

Existem muitas linhas diretas para ajuda, grupos de apoio à saúde mental, comunidades online e muitos profissionais capacitados, em sua maioria psicólogos, que estão aptos a atender e ajudar essas pessoas.

Seja você uma pessoa com pensamentos suicidas ou uma pessoa que convive com alguém com essas ideações, saiba que existem outros caminhos que podem ser tomados e que valem muito mais a pena de serem percorridos. Essa dor emocional que parece não ter fim, poderá ser cessada entrando em contato com o mais íntimo de suas emoções, e um profissional ajudará a encontrar todas as respostas e caminhos alternativos que podem ser percorridos.

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*Os textos do site são informativos e não substituem atendimentos realizados por profissionais.

Sobre Psicóloga Thaiana

CRP 106524/06. A psicóloga é CEO do consultório Psicólogos Berrini. Psicóloga formada em 2008 pela PUC-PR, com pós-graduação pela USP em Terapia Comportamental e pós-graduanda em Terapia Cognitiva Comportamental pelo ITC.

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