Depressão

Sintomas de Depressão

Realmente estou com depressão?

Todos nós, de vez em quando, nos sentimos melancólicos ou tristes, mas estes sentimentos geralmente são temporários e desaparecem dentro de alguns dias. Um psicólogo consegue identificar quando um paciente passa a ter um transtorno depressivo e faz a leitura correta da melhor forma de tratar a doença.

Quando a melancolia passa a interferir no funcionamento normal da sua vida e, além disso, o seu quadro melancólico começa a provocar dor, tanto para aquele que sofre com a doença como para aqueles que se preocupam com quem está doente, é hora de procurar ajuda. A depressão é uma doença comum, mas é um dos males mais graves do mundo moderno e exige tratamento e acompanhamento psicológico para os pacientes.

Muitas pessoas com depressão nunca procuram auxílio. Mas a grande maioria, mesmo aqueles com casos mais graves e complexos, pode melhorar com o tratamento adequado. A pesquisa intensiva da doença nos últimos anos resultou no desenvolvimento de medicamentos, psicoterapias e outros métodos para tratar pessoas com este transtorno incapacitante.

Quais são os sintomas de depressão?

Nem todas as pessoas com depressão apresentam os mesmos sintomas. A gravidade, frequência e duração dos sintomas também variam de pessoa para pessoa, mas os mais comuns incluem:

  • sentimentos persistentes de tristeza, ansiedade ou “vazio”;
  • sentimentos de falta de esperança ou pessimismo;
  • sentimentos de culpa, inutilidade e / ou impotência;
  • irritabilidade, agitação;
  • perda de interesse em atividades ou passatempos antes agradáveis, incluindo falta de apetite sexual;
  • fadiga e falta de energia;
  • dificuldade de concentração, de se lembrar de detalhes e de tomar decisões;
  • insônia, excesso de sono;
  • excesso ou fata de apetite;
  • pensamentos suicidas ou tentativas de suicídio;
  • dores persistentes de cabeça, cãibras ou problemas digestivos que não melhoram mesmo com tratamento;

O que causa a depressão?

Não existe uma única causa que leve à depressão. Na verdade, a doença parece ser o resultado de uma combinação de fatores genéticos, bioquímicos e psicológicos.

Pesquisas recentes indicam que as doenças depressivas são causadas pela desordem na bioquímica do cérebro. Exames neurológicos, como a ressonância magnética, têm demonstrado que o cérebro de pessoas com depressão é diferente do cérebro daqueles que não apresentam a doença. As áreas do cérebro responsáveis pela regulação do humor, pensamento, apetite e comportamento parecem não funcionar normalmente. Além disso, os neurotransmissores, produtos químicos que as células do cérebro usam para se comunicar, estão em desequilíbrio. Mas, ainda assim, esses exames não revelam totalmente as causas da depressão.

Alguns tipos de depressão tendem a ser comuns em uma mesma família, sugerindo uma relação genética. No entanto, a doença também pode ocorrer em pessoas sem histórico familiar, o que comprova que não é determinada somente pelos fatores genéticos. A pesquisa genética indica que o risco de desenvolver depressão é o resultado da influência de alguns genes que atuam em conjunto com diversos fatores ambientais. Além disso, o trauma, a perda de um ente querido, uma relação difícil, ou qualquer situação de stress pode desencadear um episódio de depressão. A partir disso, episódios posteriores de depressão podem ocorrer sem que tenha havido um trauma evidente.

Como é a depressão detectada e tratada?

A depressão, mesmo nos casos mais graves, é uma doença altamente tratável. Tal como acontece com muitos transtornos, quanto mais cedo se começar o tratamento, mais eficaz ele será.

O primeiro passo para obter o cuidado adequado é visitar um psicólogo. Certos medicamentos e condições médicas, tais como vírus ou distúrbios da tireoide, podem apresentar os mesmos sintomas da depressão. O psicólogo é capaz de descartar essas possibilidades através de um exame físico, uma entrevista e testes de laboratório.

Após esse procedimento, o psicólogo irá realizar uma avaliação diagnóstica completa. Ele deve conversar com o paciente sobre seu histórico familiar e observar todas as questões relevantes, tais como quando os sintomas começaram, quanto tempo duram, a gravidade deles, se já ocorreram antes e como foram tratados. O profissional também deve verificar se o paciente consome álcool ou drogas e se já teve pensamentos suicidas.

Uma vez diagnosticada, uma pessoa com depressão pode ser tratada com vários métodos. Os tratamentos mais comuns são os medicamentosos e a psicoterapia.

Autora: Thaiana Brotto (Psicóloga CRP 06/106524)

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