O que é depressão resistente e como lidar com ela

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O que é depressão resistente e como lidar com ela

Você já ouviu falar de depressão resistente ao tratamento? Trata-se de um transtorno prolongado que precisa de uma abordagem especial. Confira.

Se você foi diagnosticado com depressão, porém, mesmo com tratamento, seus sintomas não melhoraram, você pode ter depressão resistente. O aconselhamento psicológico (psicoterapia) alivia os sintomas de depressão para a maioria das pessoas. Mas com a depressão resistente, os tratamentos padrões parecem não serem suficientes.

Os sintomas de uma depressão resistente ao tratamento variam de leves a graves e podem exigir uma série de abordagens para identificar o que ajuda. Leia o artigo e entenda o que é a depressão resistente.

O que fazer quando o tratamento não alivia a depressão?

Quando isso ocorre, o ideal é buscar um psicólogo especializado, pois as causas da depressão resistente podem ser inúmeras, desde um problema fisiológico até mesmo a comorbidade com outro transtorno. Neste caso o psicólogo irá revisar todo seu histórico em busca das causas potenciais da resistência. Dentre elas, algumas das causas comuns que devem ser analisadas são:

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  • Situações da vida que podem estar contribuindo para sua depressão como um emprego ruim, um relacionamento com problemas, família disfuncional, traumas profundos etc.
  • Deve-se revisar todos os medicamentos que você está tomando, incluindo aqueles sem receita médica e até mesmo os fitoterápicos. Além das substâncias, é preciso também analisar a dosagem e se você está seguindo a prescrição do tratamento.
  • Considera-se condições de saúde física que às vezes podem causar ou piorar a depressão, como distúrbios da tireoide, dores crônicas, falta de vitaminas, pressão alta, diabetes, problemas cardíacos, entre outros.
  • Deve-se analisar se você já teve o diagnóstico de outro transtorno. Muitas vezes a depressão pode ser o sintoma de um problema maior e mais grave. Dois ou mais transtornos associados é chamado de comorbidade. Por exemplo, o transtorno bipolar pode causar ou piorar a depressão e exige um tratamento diferente. A distimia é uma forma leve de depressão, porém é de longo prazo e pode ser até mesmo crônica. Um distúrbio de personalidade pode ser o fator oculto que impede o paciente de responder ao tratamento. Esses são apenas alguns exemplos de comorbidade.
  • O uso e abuso de substâncias recreativas como álcool e outras drogas podem agravar quadros de depressão. E muitas vezes são responsáveis diretos não apenas por causar como piorar e impedir o tratamento deste e demais transtornos.

>>> Veja também: Depressão: é possível tratar.

O papel do aconselhamento psicológico para o tratamento da depressão resistente

O aconselhamento psicológico (psicoterapia) pode ser muito eficaz. Ele ajuda a identificar preocupações subjacentes que podem estar aumentando a resistência de sua depressão. Por exemplo, a psicoterapia pode ajudá-lo a:

  • Encontrar maneiras melhores de lidar com os desafios da vida;
  • Lidar com trauma emocional passado;
  • Gerenciar relacionamentos de maneira mais saudável;
  • Aprender a reduzir os efeitos do estresse em sua vida;
  • Abordar problemas de uso de substâncias e atitudes compulsivas (distúrbios alimentares, vício em jogos entre outros).

Além disso, é necessário buscar a abordagem terapêutica mais eficaz para você. E isso irá depender não apenas de suas características pessoais como também da causa da sua depressão resistente. As principais abordagens psicoterápicas são:

Terapia Cognitiva Comportamental (TCC): esse tipo comum de aconselhamento aborda pensamentos, sentimentos e comportamentos que afetam seu humor. Ele ajuda você a identificar e alterar padrões de pensamento distorcidos ou negativos. Também o ajudará a conquistar habilidades para responder aos desafios da vida de uma forma positiva.

Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT): é uma forma de terapia comportamental cognitiva, a terapia de aceitação e compromisso ajuda você a se envolver em comportamentos positivos, mesmo quando você tem pensamentos e emoções negativas. É uma abordagem especialmente projetada para condições resistentes a tratamentos.

Psicoterapia Interpessoal: essa abordagem irá se concentrar na resolução de problemas de relacionamentos que podem contribuir para a sua depressão resistente.

Terapia de casal ou familiar: este tipo de terapia pode envolver seu cônjuge/parceiro (terapia de casal) e até todos os membros da família. Ela trabalha o estresse e todas as questões latentes que podem ser a causa da depressão resistente como narcisismo dos pais/companheiros, problemas e transtornos de membros/parceiros entre outros.

Terapia Comportamental Dialética (DBT): essa abordagem ajuda você a criar estratégias de aceitação e habilidades para resolver problemas. Isso é útil para pensamentos suicidas crônicos ou comportamentos de automutilação, que às vezes acompanham a depressão resistente ao tratamento. Também é muito útil para comportamentos compulsivos e autodestrutivos.

Outras atitudes para melhorar a depressão resistente

É importante ressaltarmos que a psicoterapia é essencial para tratar a depressão resistente. E também é possível adotar algumas atitudes que irão potencializar esse tratamento e ajudar a amenizar os sintomas. Confira!

Siga o seu plano de tratamento: vá a todas as sessões e siga seus compromissos e recomendações do psicólogo. Tenha em mente que a depressão resistente possui tratamento longo. E também é muito comum que, quando o paciente apresenta melhora, acaba por desistir do tratamento. Se isso acontecer, seus sintomas irão voltar e você terá que recomeçar.

Pare de beber ou usar drogas recreativas: muitas pessoas com depressão consomem álcool ou outras substâncias recreativas. Esse tipo de atitude apenas piora a depressão resistente e dificulta o tratamento. Então, é necessário parar com esse hábito. Caso você tenha dificuldade de parar, ou ainda apresente uso compulsivo converse com seu psicólogo.

Gerencie o estresse: relacionamentos com problemas, dificuldades financeiras, uma rotina de trabalho infeliz e muitas outras questões podem contribuir para aumentar o estresse. E isso pode piorar a depressão. Portanto, é importante buscar diminuir esse estresse tentando resolver a causa e usando técnicas para reduzi-lo como atividades físicas, yoga, tai chi, meditação etc. A criação de um diário pessoal também pode ajudá-lo a gerenciar o estresse.

Durma bem: distúrbios do sono pioram a depressão. Tanto a quantidade de tempo quanto a qualidade do seu sono afetam diretamente seu humor, nível de energia, capacidade de concentração e resiliência ao estresse. Se você tiver problemas para dormir, pesquise maneiras de melhorar seus hábitos de sono ou peça ajuda ao seu psicólogo.

Faça atividades físicas: o exercício físico tem um efeito direto no humor. Até mesmo atividades físicas como jardinagem ou caminhada podem reduzir o estresse, melhorar o sono e aliviar os sintomas de depressão. Isso por que além de promover saúde, elas produzem substâncias que ajudam a regular a depressão resistente.

Lembramos que essas atitudes devem ser combinadas ao tratamento e não o substituir. Qualquer depressão prescinde do tratamento para uma melhora real. É uma doença grave e deve ser encarada como tal.

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Autor: Thaiana Brotto (Psicóloga CRP 06/106524)
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