Por que sentimos ciúme?

Por que sentimos ciúme

O ciúme é um sentimento bem difícil de controlar e que aparece por diversas razões. Pode ser ciúme do namorado, de um amigo ou até do irmão. Apesar de bem desagradável, ele é um sentimento natural do ser humano, só que, dependendo do caso, pode estar em um nível exagerado, causando um ciúme patológico, que requer a ajudar de um psicólogo.

O ciúme surge como um sinal de alerta, quando acreditamos que algo não está indo bem ou como desejamos. Pode ser um problema real ou estar presente apenas no imaginário. Só que faz parte do nosso instinto querer eliminar toda e qualquer ameaça que nos tornam inseguros, desprotegidos ou em desvantagem.

É um sentimento que nos divide internamente e nos coloca dentro de um dilema interior. Por um lado, estamos sentindo o ciúme e clamamos por mais atenção. Por outro, nos condenamos por essa sensação, pois sabemos que o ciúme destrói as relações afetivas.

Tipos de ciúme

Ciúme normal

É um ciúme aceitável e sadio, que faz parte do cuidado e zelo por uma relação a qual damos importância. É um ciúme protetor e não possessivo, e, justamente por isso, não costuma causar maiores problemas ou desentendimentos.

Ciúme exagerado

A situação já começa a sair do controle com o ciúme exagerado. Esse sentimento acontece em maior intensidade do que quando o ciúme é normal, e causa muita tristeza e desconforto para a pessoa que o sente. Geralmente, o ciúme exagerado é causado pela insegurança, baixa autoestima, depressão ou ansiedade.

Ciúme patológico

O ciúme patológico é diferente do normal não somente na intensidade do sentimento, mas também no tipo. Nesse caso, causa sofrimento, tanto em quem sente, como em quem é o objeto do sentimento. É um ciúme causado por situações ou ideias irreais, fantasiosas ou até mesmo delirantes.

Como lidar com o ciúme?

Para entender como lidar com esse sentimento tão angustiante, também é preciso compreender a sua origem. Hellinger, psicoteraputa alemão, criador da abordagem da psicoterapia sistêmica conhecida como “Constelação familiar”, atribui o ciúme a 4 razões:

1 – Para confirmar uma antiga crença de que não merecemos amor;

2 – Para ser fiel às crenças e exemplos da família;

3 – Para operar uma identificação inconsciente com outra pessoa prejudicada;

4 – Para cumprir uma obrigação pessoal.

Seguindo essa linha de raciocínio, é importante identificar quais dessas situações está causando o ciúme e a consequente sabotagem no relacionamento afetivo e, a parte daí, para de atuar dessa maneira.

Para começar, preste atenção em que momentos o ciúme surge. Observe a si mesmo, suas próprias reações e aprenda a lidar com elas. Antevendo seu sentimento, você pode procurar direcionar sua atenção para outras atividades e pensamentos.

Outro ponto importante na superação do ciúme é a honestidade. Se algo ou um comportamento está te incomodando, converse sobre isso com quem está sendo o seu objeto de ciúme. Uma conversa aberta e verdadeira pode gerar mudanças de hábitos e, consequentemente, o fim de desconfortos e crises de ciúme.

Lembre-se: usar o ciúme como um meio de controle da pessoa que amamos só causa o afastamento dela. Por isso, tenha consciência do seu valor próprio e não esconda os seus sentimentos. Ao ocultá-los, somos nós mesmos quem mais sofremos, nos isolando e nutrindo esse sentimento negativo.

Se o ciúme já está em um ponto que nenhuma das dicas acima consegue ajudar, chegou a hora de você procurar um psicólogo, pois possivelmente você está vivendo uma situação de ciúme patológico. Com terapia, é possível restaurar a autoestima e segurança necessários para o amor próprio, descobrir a origem do ciúme e aprender diversas técnicas para lidar melhor com esse sentimento.

Autora: Thaiana F. Brotto (Psicóloga CRP 06/106524)

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