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8 formas de cuidar da saúde mental das crianças

8 formas de cuidar da saúde mental das crianças

Crianças possuem necessidades emocionais e psicológicas diferentes das dos adultos. Para que elas cresçam com saúde e saibam gerir as suas emoções perante situações negativas, as crianças precisam de uma base familiar e educacional sólida.

Como cuidar da saúde da mente das crianças de hoje? A infância da atualidade é certamente muito diferente da infância de outrora. Redes sociais, aumento da tecnologia, acesso à educação, violência, dinâmicas familiares distintas, mudanças climáticas… Todos esses elementos têm impacto na psique dos pequenos, mesmo que isso não seja visível.

Para os pais, a quantidade de fatores para se preocupar pode parecer intimidadora. Como dar conta de educar, cuidar e proteger uma criança sem sufocá-la? Afinal, tanto a superproteção quanto o incentivo excessivo ao sucesso em múltiplas áreas são prejudiciais para a criança que, com pouca idade, não sabe administrar tantas expectativas

Como cuidar da saúde mental das crianças?

Psicólogos afirmam que embora existam diversas maneiras de cuidar da saúde mental dos pequenos, cada criança é única e possui necessidades e anseios próprios. Dessa forma, os pais precisam absorver as dicas de cuidados com os filhos com a mente aberta e replicá-las sem rigidez.

É preciso compreender que o que é melhor para uma criança pode não surtir o mesmo efeito em outra. A atenção à personalidade e individualidade é necessária para encontrar a melhor fórmula de cuidados para cada criança.

Com isso em mente, separamos oito formas de cuidar da saúde mental dos pequenos para pais que buscam orientação nesta área. Para aprofundar seus conhecimentos sobre saúde mental infantil, as famílias também podem buscar a psicoterapia.

O acompanhamento psicológico não é voltado somente para o tratamento de condições psicológicas ou a resolução de problemas graves. Questões do dia a dia, como insegurança acerca da maternidade e paternidade, também são bem-vindas no consultório do psicólogo.

1.    Cuide da sua própria saúde mental

Como você pode cuidar dos outros se não cuidar de si mesmo?

Tudo começa conosco, até mesmo questões que envolvem as pessoas em nossa vida. A forma como tratamos os outros, como interpretamos as suas ações e sentimentos, e como convivemos com eles está, sobretudo, ligada ao estado da nossa própria saúde mental.

Se você não está bem consigo mesmo, tende a tratar os outros com indiferença, impaciência e até com grosseria. Não é necessariamente porque você deseja magoar o próximo, mas, sim, porque está com conflitos internos.

Sendo assim, cuide primeiramente de você e certifique-se todos os dias que você está bem, satisfeito e feliz com a sua vida.

As crianças aprendem muito com a forma que tratamos as pessoas, reagimos a problemas e expressamos felicidade. Somente com a observação do comportamento dos pais e adultos à sua volta, a criança consegue criar valores e regras pessoais para toda a vida. Que tipo de mensagens você gostaria de passar aos seus filhos?

2.    Seja consistente e honesto

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Seja consistente com as suas ações e palavras. Se você prometeu alguma coisa à criança, cumpra. Se não conseguir cumprir, explique para ela o porquê e combine de recompensá-la em outro momento.

Como as crianças são observadoras, elas notam quando os pais se contradizem e ficam confusas se não recebem uma explicação para aquele comportamento. Elas podem achar que agir daquela maneira é certo e replicar condutas disfuncionais no dia a dia.  

Elas também podem ficar com raiva ou magoadas com as inconsistências e falta de transparência dos pais, especialmente quando um amiguinho comenta sobre o comportamento bacana dos próprios pais.

Dessa forma, não subestime a inteligência dos seus filhos. Seja consistente em seus ensinamentos e na maneira como os trata. Caso cometa um erro ou aja equivocadamente, não sinta vergonha. Seja honesto sobre a sua imperfeição. As crianças aprendem mais com adultos verdadeiros e que não temem reconhecer quando erram.  

3.    Ensine a criança como administrar estresse

O estresse é uma constante na vida de todos nós, então por que não ensinar as crianças a administrá-lo desde pequeninas? Elas sofrerão menos com experiências ruins e cansativas. 

Na infância, essas situações costumam marcar para a vida toda. Em alguns casos, interferem em nossa felicidade e capacidade de formar conexões. Então, para evitar que os seus filhos formem traumas de infância e se tornem inseguros, ajude-os a gerir o estresse que inevitavelmente encontrarão.

Você pode fazer isso ao ensiná-los a resolver conflitos com amigos e colegas de turma, responder bem a uma nota baixa e outras frustrações, respirar profundamente para se acalmarem e desestressar com brincadeiras, leitura, esportes e desenhos.

4.    Defina hábitos saudáveis para toda a família

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De novo, ressaltamos a importância de se tornar um espelho para as crianças. Muitas pessoas adotam hábitos pouco saudáveis dos pais e sofrem com eles por muito tempo até descobrirem que podem fazer as coisas de um jeito diferente.

Para que as crianças cultivem hábitos úteis para o resto de suas vidas, converse com seu cônjuge e outros familiares que residam com você para estabelecer hábitos bons em grupo. É claro que cada pessoa funciona de um jeito, então, pode ser que seja necessário fazer variações nos hábitos para que os outros estejam dispostos a ajudar.

De qualquer forma, o objetivo não é colocar todos os familiares em uma caixinha, mas, sim, criar hábitos saudáveis e bacanas que ajudem a família toda a se manter unida e feliz. Alguns exemplos são praticar exercícios físicos, solucionar conflitos diretamente e com diálogo, fazer uma atividade de lazer em conjunto nos finais de semana e cuidar da própria aparência.

5.    Marque encontros com outras crianças

Crianças precisam brincar!

Algumas crianças não gostam de ambientes movimentados e preferem brincar com um grupo de amigos ou passar mais tempo sozinhas, e tudo bem! Lembre-se que é preciso levar a personalidade dos seus filhos em consideração para que as suas orientações funcionem.

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Para crianças que gostam de socialização, marque encontros com amiguinhos. Combine com os pais das outras crianças para alternar a casa dos encontros. Desse modo, todos os adultos têm um momento de folga.

Já para as crianças mais quietas, convide somente os amiguinhos de seu círculo de amigos e, se ele demonstrar interesse, expanda os convites para os demais colegas. Alguns pais tentam introduzir amizades diferentes aos filhos, mas não pensam que talvez eles não saibam como agir perto de estranhos.

6.    Faça elogios

Elogios são muito importantes para a autoestima e a autoconfiança dos pequenos! Eles precisam escutar palavras de admiração e reconhecimento dos pais.

Crianças que somente escutam sermões e palavras de repreensão crescem com insegurança. Elas acreditam que tudo o que fazem pode causar uma reação negativa, então, têm o costume de se anular. Já crianças que não escutam nada, somente o silêncio constrangedor diante de conquistas, não se sentem validadas nem importantes.

Faça elogios quando a criança acertar, finalizar uma atividade escolar, se mostrar orgulhosa diante de uma pequena vitória, lhe mostrar uma invenção maluca ou um objeto de seu interesse, e tiver bons comportamentos.

Entretanto, não exagere! Elogie quando necessário e incentive a criança quando ela precisar ouvir palavras de apoio, mas não faça elogios demais. Caso contrário, eles perderão o seu valor e a criança poderá ficar mimada.

7.    Ensine a criança a resolver conflitos

Resolver conflitos é uma habilidade que poucos adultos têm. Muitos não foram ensinados a conversar, encontrar uma solução e perdoar inimizades. Essa falta de tato normalmente os leva a ter relacionamentos interpessoais pouco proveitosos, seja em casa ou no trabalho.

Ensine os seus filhos a não fugirem de problemas e conflitos mostrando a eles como resolvê-los com maturidade. Diga a eles que esses ocorridos, embora desagradáveis, não são o fim de mundo e não há razão para se preocupar. 

8.    Converse sobre sentimentos

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Expressar emoções e sentimentos é muito difícil para algumas pessoas. Quem não recebeu abertura para isso na infância e na adolescência, tem dificuldade para ser honesto consigo mesmo e com os outros na vida adulta. Ou seja, se tornam adultos emocionalmente imaturos.

A criança que aprende a falar abertamente sobre seus sentimentos com pessoas de confiança, sem medo de serem repreendidas, é mais confiante. Ela não guarda nada em seu interior que pode evoluir para depressão ou ansiedade.

Do mesmo modo, ela cresce com uma conexão mais forte com seus sentimentos, facilitando a compreensão dos mesmos em diferentes situações. Essa criança é mais suscetível a buscar o autoconhecimento no futuro. Além disso, conversar sobre sentimentos ensina as crianças a interpretarem e respeitarem como os outros se sentem.

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*Os textos do site são informativos e não substituem atendimentos realizados por profissionais.

Sobre Thaiana Filla Brotto

Thaiana é psicóloga e CEO do consultório Psicólogos Berrini. Psicóloga formada em 2008 pela PUC-PR, com pós-graduação pela USP em Terapia Comportamental e pós-graduanda em Terapia Cognitiva Comportamental pelo ITC. Thaiana Brotto é registrada no Conselho Regional de Psicologia sob o número 06/106524

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