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Como ser uma pessoa mais compreensiva?

Como ser mais uma pessoa mais compreensiva

Você já parou para pensar na importância de ser uma pessoa compreensiva? Essa é uma qualidade benéfica tanto para as pessoas que o rodeiam quanto para você mesmo. Afinal, todos nós queremos ser compreendidos e levados a sério.

Conflitos acontecem com mais frequência quando não há compreensão entre indivíduos que convivem ou coabitam no mesmo ambiente.

Pense no local de trabalho. É mais trabalhoso fazer dois ou mais profissionais que não se entendem conviverem bem. Nenhum deles compreende a realidade, a visão de mundo e os sentimentos do outro. Então, como podem ser empáticos?

A falta de compreensão, contudo, pode fazer você seguir pré-julgamentos equivocados, perder a oportunidade de fazer grandes amizades e se irritar com pequenas atitudes.

A compreensão reduz conflitos interpessoais

Os relacionamentos interpessoais se mantêm fortes com base no companheirismo, na afeição, na admiração e na compreensão da individualidade do outro. Ter capacidade de compreender emoções, ações e condutas de terceiros é, então, essencial para manter boas amizades e relações profissionais.

A compreensão de como os outros se sentem promove a redução de conflitos interpessoais, seja no ambiente de trabalho, em casa ou em outros contextos sociais. Quando se dedica tempo para compreender o modo de agir e de pensar das outras pessoas, os julgamentos cessam.

Assim, você consegue ajudar quem precisa de assistência ou deixar de sentir raiva de alguém que o magoou. Além disso, consegue se colocar no lugar dos outros e perceber que, se fosse você, também poderia agir de modo semelhante.

Ser compreensivo é um traço das pessoas empáticas. A empatia é uma habilidade socioemocional que consiste na capacidade de se colocar no lugar do outro e tentar enxergar o mundo através de seus olhos. Quando você compreende a dor alheia, se sensibiliza com o sofrimento e oferece ajuda. 

Do mesmo modo, compreende que a pessoa que o feriu pode ter agido sem ter consciência de suas ações, não teve más intenções, não tem habilidade de resolver impasses sociais, entre outras razões.

Essas, por sua vez, podem até mesmo ser aplicadas a você em determinadas ocasiões. Você já deve ter errado em momentos de estresse, não é? Esta é uma ocorrência normal. Ou seja, não vale a pena julgar sem antes se livrar de suas incertezas em relação ao outro.

Sendo assim, um dos primeiros passos para desenvolver a empatia é aprender a ser uma pessoa mais compreensiva.

A compreensão de você mesmo auxilia a compreensão do outro

Valor consulta atendimento online e presencial psicóloga Vânia






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Todos querem ser compreendidos. As pessoas querem ter as suas ideias validadas e receber apoio de entes queridos. Ao mesmo tempo, possuem dificuldade de compreender. Como o outro tem opiniões, condutas, crenças e hábitos diferentes em virtude de sua criação e vivências, pode ser difícil se imaginar no lugar dele.

Não somos ensinados a nos desapegar de nós mesmos para tentar compreender o outro. Pelo contrário, muitos ainda recebem aprendizados que incentivam uma visão de mundo rígida ou egocêntrica.

Ironicamente, a compreensão de quem é o outro pode melhorar com a compreensão de quem somos nós.

À medida que você se conhece e compreende a si mesmo, também passa a entender os outros. Você consegue usar o mesmo modo de pensar que usaria para compreender um comportamento seu para entender o outro. 

Assim, ser uma pessoa compreensiva não apenas com os outros, mas com você também, reduz os seus conflitos internos. As mágoas oriundas de eventos passados, os ressentimentos de familiares e amigos e os seus fracassos pessoais deixam de ser pesos sobre os seus ombros.

Quando você se dedica ao autoconhecimento, descobre as particularidades de sua personalidade. Com esse conhecimento, você automaticamente entende que outras pessoas também possuem as suas jornadas, inseguranças e medos.

Desenvolvendo a habilidade de compreensão

É possível se tornar uma pessoa compreensiva após anos de incompreensão?

A resposta é sim! Para isso, você precisa modificar alguns costumes e adotar uma postura mais empática. Os seus esforços serão notados a cada dia, portanto, se trabalhar a sua compreensão dos outros for o seu objetivo no momento, não desanime! 

Abaixo, veja algumas dicas de como ser mais compreensivo.

1.     Faça poucos julgamentos

Todos nós fazemos julgamentos quando conhecemos alguém novo, ou quando convivemos com pessoas que não temos muita intimidade.

Até certo ponto, essa atitude é considerada normal. É impossível não ter uma opinião sobre as ações de outra pessoa, especialmente se as consequências das mesmas forem expressivas. O julgamento do outro pode até mesmo salvar a sua vida em situações especificas. 

Para praticar a sua habilidade de compreensão, no entanto, não julgue excessivamente. Tampouco permita que os seus pré-julgamentos determinem a personalidade de outra pessoa. Por vezes, alguém pode tratá-lo de modo inesperado por estar em um dia ruim ou ter uma condição de saúde mental, não por ser uma pessoa má.

2.     Não se apegue a primeiras impressões

Do mesmo modo que fazer julgamentos excessivos atrapalha a sua percepção de um indivíduo, se apegar às primeiras impressões dele também. Personalidades, gostos e opiniões estão em constante mudança. Caso não fosse assim, você ainda teria a mesma cabeça de quando era criança ou adolescente.

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Então, não deixe que primeiras impressões estraguem oportunidade de se conectar com novas pessoas.

A tendência de se apegar muito à primeira impressão está um pouco associada à insegurança. Por exemplo, uma pessoa que está passando por um período difícil não conseguirá sorrir facilmente, mesmo quando seja requisitado dela.

Quem é inseguro leva a falta de sorrisos para o lado pessoal e acredita ter feito algo para merecer aquele comportamento. Apesar da sua atitude não ter nada a ver com o indivíduo inseguro, a insegurança faz com que ele veja acontecimentos, bem como atitudes alheias, como ataques pessoais a ele.

3.     Faça perguntas

Se tem dúvida ou curiosidade sobre outra pessoa, pergunte!

Esclareça os seus receios sobre o comportamento alheio através de conversas casuais. Enquanto estiver conversando sobre algo habitual do cotidiano, faça perguntas para conhecer o seu jeito de ser. Peça a opinião da outra pessoa sobre determinado assunto para saber como ela pensa. Veja se as ideias dela batem com as suas.

Não faça julgamentos desnecessários ou leve todas as ações dela para o lado pessoal. Mesmo com a convivência diária, é difícil conhecer uma pessoa por completo com base no diálogo. Imagine, então, fazer isso com base na especulação!

4.     Escute as vivências das outras pessoas

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Deixe a posição de falante para se tornar um ouvinte. Ouvir os outros com atenção proporciona insights valiosos sobre as suas personalidades e acontecimentos que estiveram envolvidos. Assim, você consegue compreender as pessoas a sua volta com mais facilidade.

Pense sobre as experiências de vida dos outros e reflita como esses eventos interferem no comportamento deles. Com a prática desse exercício, você se tornará um expert em compreender o comportamento das pessoas com base em fatos, não julgamentos.

Quando isso acontece, você deixa de cobrar. Afinal, a pessoa não pode lhe dar algo (afeto, amor, amizade, simpatia) que nunca teve a oportunidade de ter ou de aprender.

5.     Reflita sobre o que você faria

Antes de julgar alguém, tente compreender o raciocínio ou sentimentos por trás de suas decisões. Em seguida, reflita sobre como você agiria se estivesse em seu lugar. Se as suas atitudes forem semelhantes, significa que você possui mais em comum com esse alguém do que imagina.

Já se as suas decisões forem completamente diferentes, compreenda que você age da maneira que age em razão de um conjunto de fatores. Experiências, educação recebida em casa, personalidade, metas de vida e crenças são elementos que moldam nossa conduta.

Cada pessoa possui um conjunto de fatores único, o qual não cabe a ninguém julgar ou classificar como certo ou errado.

6.     Diversifique o seu grupo de amigos

Algumas pessoas não são tão compreensivas com outras porque tiveram poucas experiências com indivíduos com certos traços de personalidade. É comum encontrar essa dificuldade em indivíduos muito tímidos, cujo grupo de amigos é formado por pessoas muito parecidas com eles.

Para aprender a conviver com todo tipo de pessoa, é preciso praticar. Em outras palavras, procure estabelecer novas amizades. De preferência, faça amigos cujas personalidades estejam fora da sua zona de conforto. Seja paciente com quem possui atributos com os quais você não costuma lidar e não se apegue a primeiras impressões.

Se, de fato, você perceber que uma amizade não irá florescer, não force. Porém, a compreensão pode ser o elemento que falta para formar um novo vínculo afetivo.

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*Os textos do site são informativos e não substituem atendimentos realizados por profissionais.

Sobre Thaiana Filla Brotto

Thaiana é psicóloga e CEO do consultório Psicólogos Berrini. Psicóloga formada em 2008 pela PUC-PR, com pós-graduação pela USP em Terapia Comportamental e pós-graduanda em Terapia Cognitiva Comportamental pelo ITC. Thaiana Brotto é registrada no Conselho Regional de Psicologia sob o número 06/106524

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