Ciúme

Ciúmes, como lidar com ele?

As reações que o ciúme provoca são conhecidas pela maioria das pessoas, porém, nem todo mundo sabe lidar com ele. Os ciúmes costumam ser acompanhados de vários tipos de sentimentos negativos tais como ira, desejo de vingança, abandono, sofrimento, dor, reações desencadeadas fortemente pelo estado emocional debilitado. A psicologia afirma que a sensação do ciúme é natural em nós, seres humanos, o problema porém, está em como lidamos com ele.

Já que o ciúme é um sentimento “normal” como ele se torna desmedido? Quando ha uma sensação de agonia e medo de perda perante à pessoa pela qual gostamos, que se torna tão forte ao ponto de não termos mais nenhum controle sobre esse sentimento.

Passamos até mesmo a ter atitudes que já mais pensaríamos em ter, denegrindo a nós mesmos e ao parceiro. Quando chega a esse ponto, não apenas a relação está em risco, como também a integridade física e emocional do parceiro podem estar em risco.

Vídeo sobre o Ciúme nos Relacionamentos

Este desequilíbrio geralmente produz desconforto tanto para a pessoa que é possuída por este sentimento, quanto pela pessoa que é a suposta causa dos ciúmes. E daí vem, na maior parte das vezes, conflitos e desentendimentos nas relações. 

Por que é difícil domar os ciúmes?

Para começar, o ciúme é a sensação de que a pessoa pode ser ameaçada por outra, no sentido de que ela supostamente não faz parte do seu “domínio”. Neste contexto, em que a confiança começa a ser prejudicada, os laços que unem o comprometimento estão prejudicados pela condição de incerteza, dúvida, ansiedade, insegurança, temor e medo

ciúmeé cercado pela condição de ameaça permanente, que pode ser vista por “sinais” de alguém em especial ou qualquer pessoa. Desta forma, a pessoa ciumenta é assombrada pelas reações instintivas de domínio e por pensamentos negativos.

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E muitas vezes essa condição é agravada pelo fato das pessoas ciumentas costumarem ter absoluta certeza em sua interpretação da situação. E esclarecê-la, fazendo-a reconhecer que tenha criado excesso de desconfiança pode ser uma tarefa muito difícil.

Com passar do tempo, as relações em que o ciúme passa a ser um sentimento constante, inclinam-se para o esgotamento e seu término. Conviver sob a atmosfera de uma tensão permanente de ciúmes é um dos principais motivos de desfechos infelizes.

Muitas vezes, após o término, a pessoa ciumenta não pôde desatar das amarras emocionais e pode sofrer impactos sérios. Pode até mesmo repetir o comportamento em novas relações.

O relacionamento pode ter chegado ao fim, mas o distúrbio permanece. 

Existe ciúme doentio e ciúme saudável?

Na verdade existe o ciúme que é chamado de patológico, em que a psicologia o descreve como amor obsessivo. Os ciúmes patológicos são projetados quando a pessoa perde a conexão de segurança com seu cônjuge, a qual surgem pensamentos fantasiosos na sua mente. 

Para a pessoa que é alvo dos ciúmes exacerbados da outra, estas reações são incomuns à verdade dos fatos. Ela pode se tornar inimiga e alvo das investidas de ira e opressão da pessoa ciumenta. 

Por outro lado, existe o chamado ciúme normal, posição em que a pessoa sente quando mantemos sentimentos de zelo, afeto e preocupação para com a pessoa que se gosta.

Neste sentido, ele não chega a ser exteriorizado, pois a relação de confiança e segurança é mantida intacta, não sendo abalada pelos impulsos emocionais. Por este ângulo, é uma relação de respeito que se projeta na construção da relação.

Como lidar com os ciúmes?

O ciúme é uma marca expressa visivelmente que conduz a experiências, muitas vezes, desconfortáveis, tanto para a pessoa amada quanto para a que está em ciúmes. A falta de comunicação é um dos primeiros focos e, senão, principal sinal de preocupação na relação.

Possivelmente, pelo hiato de não haver diálogo, o relacionamento perde as formas de evitar problemas futuros. Além disso, quando se identificam os problemas previamente, a solução será rápida e fácil. 

Portanto, a comunicação na relação será muito importante no momento de expressar os desejos, as inquietações e os sentimentos. 

Sem isso, o casal não poderá encontrar canais de conversa e resolução dos conflitos. Os ciúmes patológicos se instalam e sem a comunicação e confiança mútua, dificilmente se alcançará o ideal desejado.

Para a pessoa não continuar alimentando esse sentimento negativo, essa experiência deverá ser analisada por alguém que possa compreender as individualidades ali existentes. Tanto a insegurança quanto a falta de comunicação, que caracterizam definitivamente os motores dos ciúmes, devem ser restituídos. 

E há casos em que o ciúme excessivo está ligado a distúrbios profundos da pessoa. Por isso, nem sempre o diálogo irá resolver, precisando sim da ajuda de um psicólogo para resolver a situação. 

A terapia de casal neste caso será de importância vital. Nela serão realizadas análises de comportamento e dadas orientações que visarão recuperar a autoestima de ambos bem como mostrar novos caminhos para a relação.

O ciúme deve ser sempre questionado, independente da pessoa pensar que está na posse da razão ou não. Ele por si só, gera motivos e situações de sofrimento. A maturidade emocional vem sempre acompanhada de uma relação com diálogo aberto e franco. A ideia de fidelidade só pode ser desenvolvida mediante um acordo em dois. 

Termos uma relação baseada no ciúme é provocar crises que podem ampliarem-se e inevitavelmente, destruir a vida conjugal. A fim de evitar que este estágio de ciúme patológico se torne um problema de saúde maior, é importante o casal ser assistido pela  terapia de casal.

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Autora: Thaiana F. Brotto (Psicóloga CRP 06/106524)
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