Sou ciumento(a) e sofro com isso! Existe tratamento?

Categoria dos serviços da psicóloga: terapia de casal, relacionamento conjugal, relacionamentos, casamento, divórcio
Sou ciumento(a) e sofro com isso

Qualquer pessoa pode sentir ciúmes, mas até que ponto esse sentimento é normal e quando passa a ser considerado doentio? O ciúme é interpretado como uma demonstração de cuidado e zelo pela pessoa que amamos, ou até mesmo pelo trabalho ou coisas que possuímos. O limite entre o ciúme normal e a obsessão é que deve ser observado. Se você é ciumento e sofre com esse sentimento, saiba que existe tratamento. Um psicólogo poderá te ajudar a entender e administrar este sentimento.

Entendendo o ciúme

Ciúme é o medo de perder a pessoa que se ama para outra pessoa, de perder um trabalho ao qual se é muito dedicado ou até mesmo um objeto ou posse pelos quais possui bastante estima. Ele pode ser considerado normal até certo limite e deve estar baseado em fatos. Muitos consideram o ciúme entre um casal, por exemplo, como prova de amor e valorização da pessoa amada. Outros acham que é demonstração de insegurança.

Está procurando por psicóloga em São Paulo para questões de relacionamentos ou terapia de casal? Então conheça as psicólogas no nosso consultório de psicologia, confira o valor da consulta e agende uma consulta diretamente pelo site.

Quando o ciúme passa a ser uma obsessão deve ser considerado como doença e aí necessita de ajuda psicológica. Quem é vítima de um ciumento compulsivo – com suas reações e atitudes exageradas -, tem sua vida controlada todo o tempo e não deve se submeter às exigências e limites impostos pelo parceiro. Mas, deve sim ajuda-lo na busca por auxílio terapêutico.

Como reconhecer um ciumento que necessita de tratamento

No ciúme patológico, o ciumento está sempre sob uma ameaça inconsciente de algum rival, tem obsessão em controlar a vida, o comportamento e os sentimentos do outro. Tudo é exagerado e sem motivo aparente ou fato real. A pessoa torna-se totalmente insegura e controladora, cerceando a liberdade de quem o cerca. Veja outros comportamentos de um ciumento compulsivo:

  • Desenvolve um padrão de preocupação exagerada;
  • Muitas vezes mostra-se perfeccionista e excessivamente dedicado;
  • Mostra-se extremamente convencido de seus próprios pensamentos;
  • Não acredita nas evidências apresentadas pelo outro;
  • Acha que o outro está sempre mentindo e querendo enganar;
  • Esforça-se o tempo todo para controlar a outra pessoa;
  • Quer saber o que o outro está fazendo, pensando e aonde vai;
  • Quer saber por que o outro se veste de determinada maneira;
  • Desenvolve um sentimento de posse da outra pessoa.

Tratamento para os lados emocional e físico

O ciumento compulsivo deve ser levado a procurar ajuda psicoterapêutica. Em muitos casos, é necessária uma ação conjunta do psicólogo com a administração de medicamentos, uma vez que o tratamento abrange não só o lado emocional, mas também o físico. Antidepressivos e ansiolíticos podem aliviar muitos sintomas percebidos por quem sofre com o distúrbio.

O tratamento com psicólogo é fundamental para que sejam identificadas as questões que levaram ao aparecimento do ciúme, que muitas vezes têm origem na família, numa infância cercada por insegurança, baixa autoestima ou exemplo de comportamento ciumento por parte dos pais. Quem cresceu num lar controlador e com zelo excessivo passa a acreditar que este é o modelo correto.

Como o psicólogo atua

O psicólogo aplicará técnicas com o objetivo de levar o paciente a confrontar a realidade e a buscar evidências para o sentimento. O ciumento obsessivo será incentivado a entender como funcionam seus pensamentos, aprendendo a diferenciar a fantasia da realidade.

Em muitos casos é indicada a terapia de casal, pois assim ambos envolvidos passam a ter melhor consciência do que está acontecendo e o psicólogo pode ajudar a corrigir a percepção e atitudes de cada um em relação ao outro.

Outros textos que podem lhe interessar

Autora: Thaiana F. Brotto (Psicóloga CRP 06/106524)

*Os textos do site são informativos e não substituem atendimentos realizados por profissionais.