Ciúme Descontrolado

ciúme se torna problema

Saiba quando procurar um psicólogo

Em 1994, o famoso cineasta francês Claude Chabrol lançou o filme “Ciúme, Inferno do Amor Possessivo” (L’Enfer). A história gira em torno de Paul e Nelly, um casal jovem, bonito e cheio de vida. Mas, de repente, o fantasma da traição surge como uma sombra sobre Paul: ele começa a duvidar da esposa, e não sabe mais o que é realidade ou fantasia.
Como lidar com esse sentimento, o ciúme?

O que gera o ciúme excessivo

O ciúme se caracteriza pelo medo de perder alguém amado, que você julga seu, para outra pessoa. Em parte, o ciúme é algo normal quando se está ao lado de quem se gosta, pois há vários esforços e inseguranças no sentido de fazer com que o relacionamento seja garantido. Pode ser uma prova de amor, mas também sinal de baixa autoestima, insegurança.

O ciúme pode ser algo apenas transitório, que se dilui à medida que os parceiros sentem-se mutuamente seguros. Algumas pessoas o encaram como prova de amor, zelo ou valorização do parceiro. Outros o consideram uma prova de insegurança e baixa autoestima.

Quando o ciúme se transforma em algo maior, é provável que se esteja diante de uma patologia, e merece atenção do psicólogo.

O ciúme excessivo, nesse caso, mostra um desejo inconsciente de controle e vigília sobre os sentimentos e comportamentos da outra pessoa. O ciumento torna essa vigília o objeto de sua vida, de modo que, por mais que o outro se preocupe em amenizar a situação, nada é o bastante para convencer e tranquilizar o ciumento.

São situações muito desagradáveis, para quem sofre de ciúme (que perde a noção), para quem é vítima dele (que fica refém da situação) e também para quem assiste às cenas sem poder fazer algo específico.

Como meu parceiro(a) pode me ajudar a controlá-lo

A terapia pode ajudar o parceiro entender porque permite que o outro confisque a sua liberdade de contato com outras pessoas. Brigas frequentes, clima tenso. Quem tolera as cenas de ciúme excessivo acaba por alimentar o ciclo, mesmo sem se dar conta, permitindo que o ciumento repita o procedimento sucessivamente. Por isso, o psicólogo também pode ajudar. É importante que a vítima do ciumento (que, conforme a ótica, pode ser ele mesmo) reconheça o processo e aprenda a evitá-lo.

É possível limitar esse ciúme?

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Sim. O ciumento precisa aprender a confiar em si mesmo, buscar sua autoestima. Com ajuda de um psicólogo você pode ser capaz de olhar para si mesmo e enfrentar esse sentimento complexo e difícil, evitando exteriorizá-lo no outro. Enfrentando isso, os relacionamentos acabam fortalecidos e duradouros.

Preciso de um tratamento para controlá-lo?

O ciumento patológico deve buscar auxílio de um psicólogo, sim. A conversa pode resolver, pois é possível tratar-se de um ciclo familiar. Em alguns casos, entretanto, pode ser necessário ajuda medicamentosa, já que tanto o emocional quanto o físico estão em questão. Antidepressivos podem ser uma alternativa adotada pelo profissional, e o resultado é bom. Mas jamais proceda à automedicação.

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Autora: Thaiana Brotto (Psicóloga CRP 06/106524)
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